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BPI defende cooperação entre empresas para manter centro de decisão em Portugal

A cooperação entre empresas nacionais e o Estado deve ser reforçada para a manutenção dos centros de decisão em Portugal, defendeu Santos Silva, presidente do BPI, avançando que a «PT é um bom exemplo disso».

Bárbara Leite 30 de Outubro de 2002 às 14:58
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A cooperação entre empresas nacionais e o Estado deve ser reforçada para a manutenção dos centros de decisão em Portugal, defendeu Santos Silva, presidente do BPI, avançando que a «PT é um bom exemplo disso».

O responsável máximo do BPI e o vice-presidente do banco, Fernando Ulrich estão favoráveis ao manifesto apresentado por um grupo de empresários e intelectuais nacionais salientando a importância da manutenção dos centros de decisão das empresas em mãos nacionais.

Penso que o conteúdo (do manifesto) é o que nós andamos a dizer há 21 anos», disse Ulrich à margem da apresentação do novo conceito de balcão do banco.

Artur Santos Silva afirmou que «nas privatizações defendemos e agimos no sentido de haver núcleos duros nas empresas».

O manifesto entende que o Governo deveria privilegiar os grupos nacionais nos processos de privatização de forma a manter os centros de decisão em Portugal.

O presidente do BPI acredita que o Governo deve «estimular a formação de grupos de estimulassem as empresas» a criar núcleos duros nacionais.

«Sempre dissemos que devíamos ver os centros estratégicos portugueses em mãos nacionais», acrescentou a mesma fonte, lembrando que a actual administração do banco é nacional depois de um esforço de grupos nacionais nesse sentido.

Para Artur Santos Silva, «tudo vai depender de nós empresários», apelando para a necessidade de reforço da cooperação nacional (entre gestores e Estado).

BPI vulnerável a OPA

À semelhança das recentes declarações de Jardim Gonçalves, presidente do Banco Comercial Português (BCP), Fernando Ulrich também entende que «qualquer empresa que está na Bolsa está na vulnerável a uma OPA».

A estrutura accionista do BPI é composta por três accionistas de referência estrangeiros, mas a gestão está a cargo de responsáveis nacionais.

Ulrich entende que o núcleo duro do banco não será alterado, apesar da conjuntura adversa que poderia implicar na venda de activos.

«Não tenho essa indicação, nenhum sinal disso (saída dos accionistas de referência), antes pelo contrário», adiantou Ulrich.

Para o vice-presidente do BPI, a crise actual permitirá o reforço de actividade de cada um dos accionistas de referência.

«Qualquer deles, daqui a três anos, estará mais forte do que está hoje», acrescentou a mesma fonte.

O BPI [BPIN], que detém indirectamente 2,7% do capital da Portugal Telecom (PT) acredita que a estrutura accionista da maior operadora de telecomunicações nacional é um exemplo de cooperação nacional para manutenção dos centros de decisão em Portugal.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD), o Banco Espírito Santo (BES) [BESNN], com o BPI são os principais accionistas da empresa liderada por Miguel Horta e Costa.

«A PT é um excelente exemplo», situação que deverá inspirar os núcleos accionistas nacionais.

As acções do BPI cotavam nos 2,01 euros, a cair 0,5%.

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