Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Brasil e China negoceiam substituição do dólar no comércio bilateral

A China assinou recentemente um acordo semelhante com a Argentina, o primeiro país da América do Sul a beneficiar das trocas comerciais na respectiva moeda com o gigante asiático. O Brasil e a Argentina também. Desde 2008 que puseram de lado o dólar.

Negócios com Lusa 27 de Agosto de 2009 às 14:42
  • Assine já 1€/1 mês
  • 1
  • ...
Os bancos centrais da China e do Brasil estão a negociar a implementação de um programa de comércio bilateral nas respectivas moedas - real e renmimbi -, em substituição do dólar americano, medida que já beneficia dez parceiros da China.

O presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, explicou em declarações ao “The Wall Street Journal” que o acordo com a China deverá beneficiar, essencialmente, os pequenos exportadores, ao permitir uma redução de custos, enquanto que os grandes exportadores deverão continuar a recorrer ao dólar americano, revela a Lusa.

As negociações arrancaram em Junho, depois do Presidente brasileiro Lula da Silva ter lançado a proposta durante a sua visita à China, em Maio, com vista a incrementar o comércio bilateral e a reduzir a dependência face ao dólar nas trocas comerciais.

A China assinou recentemente um acordo semelhante com a Argentina, o primeiro país da América do Sul a beneficiar das trocas comerciais na respectiva moeda com o gigante asiático.

O Brasil e a Argentina têm o mesmo acordo desde Setembro de 2008 e, em Julho, as exportações do Brasil para aquele país atingiram 26 milhões de reais (9,7 milhões de euros) em 109 transacções efectuadas, o máximo atingido desde a entrada em vigor do acordo, o que representa ainda cerca de 2,1% do total de exportações do Brasil para a Argentina, segundo dados do banco central brasileiro.

Até agora, apenas as empresas de dez países da Associação das Nações do Sudeste Asiático estão autorizadas a realizar trocas comerciais em renmimbi com empresas de cinco cidades do continente chinês, Hong Kong e Macau, sob um programa piloto que arrancou em Julho e que envolve no total 400 empresas.
Ver comentários
Outras Notícias