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Brasil lamenta que país esteja "praticamente isolado"

A Associação do Comércio Exterior do Brasil lamentou ontem que o país esteja "praticamente isolado", depois do fracasso das negociações da Organização Mundial do Comércio, uma vez que não tem acordos bilaterais com os seus parceiros internacionais.

Negócios com Lusa 30 de Julho de 2008 às 09:30
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A Associação do Comércio Exterior do Brasil lamentou ontem que o país esteja "praticamente isolado", depois do fracasso das negociações da Organização Mundial do Comércio, uma vez que não tem acordos bilaterais com os seus parceiros internacionais.



"Para o Brasil, o acordo da Organização Mundial do Comércio era importante porque teria aberto os mercados em todos os países", afirmou o director da Associação, José Augusto de Castro, lembrando que "os grandes países exportadores têm acordos bilaterais com os seus principais parceiros".

O Brasil, um dos principais exportadores de produtos agrícolas, necessitava do convénio de liberalização do comércio, pois "não tem acordos bilaterais com os seus principais parceiros internacionais", nomeadamente Europa e Estados Unidos, aos quais vende esses mesmos produtos, justificou José Augusto de Castro, vaticinando que o país se encontra "praticamente isolado".

Depois de nove dias de discussões, as negociações sobre a liberalização do comércio mundial falharam ontem, em Genebra, Suíça, devido à falta de consenso entre os países ricos e alguns em desenvolvimento sobre o sector da agricultura.

O ministro brasileiro dos Negócios Estrangeiros, Celso Amorim, destacou a contribuição do grupo dos 20 países em desenvolvimento que exportam produtos agrícolas, incluindo Brasil, para as negociações, lamentando que uma única matéria tenha conduzido ao fracasso do processo.

Os seis países-chave nas negociações - Austrália, Brasil, China, Estados Unidos, Índia e Japão - e a União Europeia não conseguiram chegar a acordo sobre as salvaguardas agrícolas especiais que permitiriam aumentar as tarifas alfandegárias aos produtos agrícolas em caso de uma subida abrupta das importações ou descida dos preços internacionais.

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