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Brasil volta a crescer depois da maior contracção desde o fim do Lehman

A economia brasileira surpreendeu os economistas ao avançar ao ritmo mais elevado em mais de um ano e meio.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 16 de Janeiro de 2012 às 16:08
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A economia brasileira voltou ao crescimento. Depois de três meses consecutivos de recuo económico, o maior ciclo desde a falência do Lehman Brothers, o Brasil cresceu a um ritmo que surpreendeu os economistas.

O índice ajustado da actividade económica, calculado pelo banco central do país, mostrou uma expansão de 1,15% em Novembro face ao mês anterior. É o ritmo mais elevado em 19 meses, segundo a Bloomberg. A estimativa mediana de 21 economistas consultados pela agência de informação financeira apontava para um avanço de 0,9% para Novembro, o mês em que a taxa de desemprego desceu para um mínimo histórico de 5,2%.

Nos três meses anteriores, a economia brasileira recuou, naquele que foi o maior ciclo de quedas desde o trimestre que se seguiu à falência do Lehman Brothers, em 2008.

Apesar da surpresa dos números hoje anunciados, o banco central não alterou as projecções para o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre. A economia brasileira deverá variar nesse período entre 0% e 0,5%, indica o banco, citado pelo “Valor Económico”.

A Bloomberg refere que, desde Agosto, a presidente Dilma Rousseff tem empreendido medidas como a redução da taxa de juro de referência, por três vezes, e a descida dos impostos em bens de consumo, de forma a contornar a desaceleração do crescimento económico global.

O estímulo ao crédito foi também uma das medidas avançadas pela administração Rousseff, sendo que novas medidas nesta área deverão voltar a verificar-se em 2012. O objectivo é que o crescimento do PIB brasileiro concretize os 4,5% estimados para o presente ano, de acordo com o “Estado de São Paulo”.
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