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Bruxelas: Acordo político alargado seria "âncora importante" no regresso aos mercados

Comissão Europeia quer que os partidos se sentem à mesa para negociar um compromisso de que a disciplina orçamental e as reformas estruturais serão ponto-chave nas políticas futuras.

João Miguel Rodrigues/Correio da Manhã
Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 24 de Abril de 2014 às 13:19
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“Atingir um compromisso político alargado de que a disciplina orçamental e as reformas estruturais têm de orientar as políticas futuras em Portugal seria algo que constituiria uma âncora importante para restaurar condições de financiamento nos mercados [de dívida] de forma completa e sustentável”, escreve a Comissão Europeia no Relatório da 11ª avaliação ao programa de ajustamento em Portugal.

 

Bruxelas diz que “a determinação do Governo em concluir o programa de ajustamento de forma

Ainda que a recente contracção das taxas de juro seja um sinal positivo, a melhoria dos custos de financiamento tem de ser lida à luz das taxas de juro historicamente baixas na Zona Euro.
 
Comissão Europeia

bem sucedida tem sido premiada pela descida das taxas de juro e pelo aumento da procura pela dívida portuguesa, num contexto de melhoria generalizada do sentimento do mercado em relação aos emitentes soberanos da Zona Euro”.

 

Ainda assim, “o rácio de dívida pública face ao PIB continua elevado”, diz a Comissão Europeia, sublinhando que “a dívida bruta está a ser impulsionada pela acumulação de ‘almofadas’ financeiras significativas”. Apesar de “elevada”, a dívida pública é sustentável assumindo que o ímpeto de reformas e o ajustamento orçamental é mantido além do horizonte do programa”.

 

Bruxelas receia “mudança abrupta do sentimento dos investidores”

 

A Comissão Europeia reconhece a melhoria “firme” das condições de mercado para Portugal nos últimos meses, mas enquadra essa evolução na “busca global, por parte dos investidores, de taxas de rendibilidade” mais elevadas.

 

Bruxelas está confiante de que “as perspectivas de curto prazo para o financiamento do Estado soberano de Portugal são favoráveis, mas permanecem riscos negativos”. “Riscos que estão relacionados com uma possível alteração do sentimento dos investidores, desencadeada seja por acontecimentos internos ou externos”.

 

“Ainda que a recente contracção das taxas de juro seja um sinal positivo, a melhoria dos custos de financiamento tem de ser lida à luz das taxas de juro historicamente baixas” na Zona Euro, relacionadas com a política monetária.

 

Daí que “a busca por rendibilidades que motivou os investidores de longo prazo a adquirirem dívida portuguesa pode inverter-se à medida que as taxas de juro começarem a normalizar e os emitentes com melhor notação de crédito [“rating”] começarem a oferecer retornos mais elevados”.

 

“A aceleração do crescimento económico é essencial para assegurar a sustentabilidade da dívida de Portugal”, remata a Comissão Europeia. 

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