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Bruxelas analisa hoje restrição ao investimento da banca em produtos de alto risco

A Comissão Europeia (CE) vai analisar hoje uma norma que tem como objectivo restringir o investimento dos bancos europeus em produtos de alto risco e evitar, desta forma, a repetição do efeito de contágio provocado por activos tóxicos com origem em créditos hipotecários de alto risco nos Estados Unidos.

Patrícia Silva Dias patriciadias@negocios.pt 01 de Outubro de 2008 às 11:42
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A Comissão Europeia (CE) vai analisar hoje uma norma que tem como objectivo restringir o investimento dos bancos europeus em produtos de alto risco e evitar, desta forma, a repetição do “efeito de contágio” provocado por activos tóxicos com origem em créditos hipotecários de alto risco nos Estados Unidos.

A iniciativa que será hoje discutida é uma das principais medidas promovidas por Bruxelas para a prevenção de futuras turbulências financeiras e promoção de uma melhor gestão do risco por partes das instituições financeiras europeias, de acordo com a agência Europa Press.

Em cima da mesa vão estar possíveis alterações à directiva sobre a adequação de capital, que estabelece os recursos mínimos que os bancos devem possuir face aos riscos que assumem.

Charlie McCreevy
Comissário Europeu
A CE pretende, assim, proibir o investimento por parte dos bancos comunitários em instrumentos com risco transferível, como titularização de créditos, a menos que a instituição que venda esse tipo de produtos conserve um mínimo de 5% como forma de segurança.

“Nós na Comissão Europeia podemos oferecer algumas das soluções” que são necessárias para enfrentar a crise financeira, disse o comissário europeus dos serviços financeiros, Charlie McCreevy, em entrevista à Bloomberg TV, acrescentando que “não há uma resposta única para a actual turbulência financeira”.

Bruxelas pondera ainda criar “colégios de supervisores” para o controlo dos grupos bancários que tenham actividade em vários Estados membros. Estes organismos reunirão as autoridades de supervisão dos diferentes países.

Estas propostas, que actualizam as regras Basileia II, terão que ser aprovadas pelo Parlamento Europeu e Conselho Europeu, antes de passarem a lei.

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