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Bruxelas mais confiante na correcção défice excessivo português

O comissário europeu da Economia e Assuntos Monetários, Joaquim Almunia, classificou hoje de "muito boa" a evolução orçamental portuguesa em 2006 e sublinhou o aumento das possibilidades de corrigir a situação de "défice excessivo" em 2008.

Negócios com Lusa 27 de Março de 2007 às 09:51
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O comissário europeu da Economia e Assuntos Monetários, Joaquim Almunia, classificou hoje de "muito boa" a evolução orçamental portuguesa em 2006 e sublinhou o aumento das possibilidades de corrigir a situação de "défice excessivo" em 2008.

"Penso que é um resultado muito bom e mostra que os esforços que o governo [português] está a fazer dão os resultados pretendidos", disse Almunia no final de um pequeno-almoço de trabalho com o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos.

O défice público português ficou nos 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006, um valor melhor do que os 4,6 por cento previstos pelo Governo anteriormente, anunciou a semana passada o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O comissário europeu acredita que "agora a possibilidade de corrigir o défice excessivo em 2008 aumentou".

Portugal é um dos Estados-membros que está numa situação de "défice excessivo", acima dos 3% permitidos pelo Pacto de Estabilidade da UE, tendo-se comprometido a descer abaixo dessa fasquia em 2008.

Teixeira dos Santos, que se reuniu com Almunia para preparar a presidência portuguesa da União Europeia no segundo semestre do ano, já tinha tido oportunidade de explicar a redução do défice em 2006 segunda-feira ao fim do dia aos ministros das Finanças da zona euro.

"O resultado deveu-se, essencialmente, a uma política que procurou conter e reduzir a despesa", disse o responsável português.

A melhoria da situação orçamental também foi conseguida, segundo o ministro, pelo comportamento das receitas fiscais, melhoria de eficiência da administração, combate à fraude e evasão e impacto do aumento de algumas taxas decidias em 2005.

Por seu lado, Joaquim Almunia mostrou-se confiante na evolução da economia europeia que deverá continuar a apoiar a portuguesa, principalmente através do aumento da compra de produtos portugueses.

"Penso que [a economia europeia] vai continuar a ajudar mesmo que nas últimas semanas tenha havido algumas turbulências no mercado financeiro", disse Almunia, acrescentando que, "por agora, isso não teve consequências negativas sobre a actividade económica europeia".

"Tenho a impressão que as boas notícias vão continuar na economia europeia e portuguesa", rematou.

Os ministros das Finanças dos 27 países da UE estão hoje reunidos em Bruxelas no seu habitual encontro mensal.

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