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Bruxelas recomenda à Grécia corte nos salários dos funcionários públicos

A Comissão Europeia vai recomendar à Grécia que tome mais medidas para conter a crise orçamental, sendo que estas passam por reduzir os salários dos funcionários públicos e aumentar a cobrança de receitas fiscais.

Negócios negocios@negocios.pt 31 de Janeiro de 2010 às 22:56
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Primeiro-ministro da Grécia
Governo helénico sob pressão
A Comissão Europeia vai recomendar à Grécia que tome mais medidas para conter a crise orçamental, sendo que estas passam por reduzir os salários dos funcionários públicos e aumentar a cobrança de receitas fiscais.

De acordo com o “Financial Times”, a recomendação de Bruxelas vai ser apresentada na quarta-feira e surge no âmbito da iniciativa da Comissão Europeia para obrigar Atenas a tomar medidas mais drásticas para reduzir o défice orçamental do país.

A recomendação passa por “cortar o valor nominal dos salários, incluindo do Governo central, regional, agências estatais e outras instituições públicas”, de acordo com a proposta, citada pelo jornal britânico.

Diz o FT que a recomendação foi desenhada pelo primeiro-ministro francês, François Fillon, no âmbito do plano para obrigar a Grécia a atacar o défice e de preocupações crescentes com Portugal, que apresentou um défice de 2009 acima do esperado (9,3%).

O Governo grego voltou este fim-de-semana a tentar acalmar os mercados, tendo o ministro sãs Finanças afirmado que “não há possibilidade do programa de estabilidade e crescimento ser rejeitado” pela Comissão Europeia.

Este prevê que a Grécia reduza o défice dos 12,7% de 2009 para 3% em 2013. Contudo, os governos europeus não estão convencidos que as medidas delineadas por Atenas sejam suficientes para atingir este objectivo.

Bruxelas pede ainda à Grécia que aumente as receitas fiscais através do combate à evasão fiscal e introdução de um imposto sobre os bens de luxo.

As recomendações da Comissão Europeia serão enviadas aos ministros das Finanças da União Europeia, que terão de decidir no Ecofin de 14 e 16 de Fevereiro se as aprovam. Atenas tem depois quatro meses para mostrar que as está a colocar em prática. Se não o fizer, poderá ser alvo de sanções financeiras, algo que nunca aconteceu desde o nascimento do euro.

O Orçamento apresentado pelo governo minoritário grego inclui medidas que estão a ser alvo de forte contestação social, o que originou já a convocação de uma greve geral para 10 e 11 de Fevereiro.







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