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Bruxelas suspende negociações com a Suíça sobre Erasmus depois da nova lei de imigração

A nova legislação de imigração aprovada pela Suíça já está a provocar danos colaterais nas relações entre este país e a União Europeia. Bruxelas suspendeu as negociações sobre os programas de educação e investigação.

16º Suíça
Negócios 17 de Fevereiro de 2014 às 13:31
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A Comissão Europeia suspendeu as negociações com a Suíça sobre a participação do país nos programas de investigação e de educação no âmbito do Erasmus, notícia o “El País”.

 

Esta decisão surge depois da Suíça ter aprovado uma alteração à lei de imigração que limita a entrada de emigrantes no país, o que já teve consequências. A publicação “euobserver” adianta que a decisão de Bruxelas foi tomada depois de, este fim-de-semana, a Suíça não ter permitido a entrada a trabalhadores da Croácia, justificando com a alteração legislativa.

 

Deveria realizar-se “uma nova ronda de negociações e dissemos que não esta decorreria até que a Suíça assinasse o protocolo com a Croácia”, afirmou ao site “euobserver” o porta-voz da Comissão, Joe Hennon.

 

“Esperamos clarificações sobre esta questão antes de retomar outras negociações que estão ligadas a este assunto, como o Horizonte 2020 [programa de investigação] e o Erasmus”, explicou o porta-voz da UE, citado pelo “El País”.

 

Já o porta-voz do Governo suíço, Philipp Schwander, afirmou ao “euobserver”, que “o acordo com a Croácia não pode ser assinado da forma como foi acordado devido” às alterações constitucionais que foram aprovados a 9 de Fevereiro.

 

O site adianta que mais de 2.700 estudantes beneficiaram do programa Erasmus entre 2011 e 2012 e que cerca de 3.150 deverão beneficiar no próximo ano lectivo. 

 

Os suíços foram chamados a votar o referendo sobre limitação de quotas de imigração no dia 9 de Fevereiro, tendo o “sim” ganho com 50,3% dos votos. Após este escrutínio, a Suíça passará a estabelecer quotas anuais para a atribuição de autorizações de residência a cidadãos oriundos dos 28 países da UE. Esta decisão deverá afectar milhões de estrangeiros que vivem na Suíça.

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