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Bruxelas vai rever crescimento em baixa e inflação em alta

O comissário europeu responsável pelos Assuntos Económicos e Monetários avisa que vai ser obrigado a "rever em baixa a previsão de crescimento para a Zona Euro e simultaneamente subir a relativa à inflação", seguindo os movimentos de outras instituições internacionais, como a OCDE e o BCE.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 09 de Setembro de 2008 às 11:07
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O comissário europeu responsável pelos Assuntos Económicos e Monetários avisa que vai ser obrigado a “rever em baixa a previsão de crescimento para a Zona Euro e simultaneamente subir a relativa à inflação”, seguindo os movimentos de outras instituições internacionais, como a OCDE e o BCE.

Em entrevista hoje publicada no “Le Fígaro”, Joaquin Almunia não faz referência aos novos números que serão amanhã divulgados no âmbito da revisão intercalar das previsões macroeconómicas da Comissão Europeia, mas sublinha que desde Abril – altura em que Bruxelas previa que a Zona Euro crescesse neste ano 1,7% – todos os indicadores de confiança registaram uma “queda significativa”.

A Zona Euro sofreu uma contracção de 0,2% no segundo trimestre, e quer a OCDE quer o BCE, que nas últimas duas semanas actualizaram previsões, antecipam uma quase estagnação até ao fim do ano e um mau arranque de 2009. “Amanhã apresentarei as nossas previsões actualizadas e infelizmente a mensagem não será muito diferente”, adverte Almunia, num discurso hoje proferido na Alemanha. O BCE prevê agora um crescimento de 1,4% e a OCDE 1,3%.

Já na semana passada, Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo (fórum dos ministros das Finanças da Zona Euro) havia advertido para uma forte correcção em baixa dos números de Bruxelas, tendo deixado escapar que o novo valor para o crescimento neste ano não andará longe de 1%. E 2009 não deverá ser muito diferente. “Provavelmente vamos assistir a um maior abrandamento no primeiro semestre” de 2009. Não obstante o cenário mais pessimista, Juncker acredita que a economia europeia não entrará em recessão.

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