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Bush propõe corte nos impostos e criação de 2,1 milhões de postos de trabalho em três anos (act)

O presidente norte-americano, George W. Bush anunciou que irá solicitar o corte de impostos em 2003 e a criação de 2,1 milhões de postos de trabalho em três anos. Os índices bolsistas reagiram em alta, com o Dow Jones a inverter a tendência negativa.

Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 07 de Janeiro de 2003 às 19:29
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(actualiza com mais informação ao longo do texto) O presidente norte-americano, George W. Bush, anunciou hoje no Clube Económico de Chicago, que irá solicitar ao Congresso o corte de impostos em 2003 e a criação de 2,1 milhões de postos de trabalho em três anos. Os índices bolsistas reagiram em alta, com o Dow Jones a inverter a tendência negativa.

George W. Bush reforçou no seu discurso que o objectivo do Governo «é retirar os obstáculos para o crescimento da economia», uma vez que «os EUA tem impostos pesados que penalizam os investimentos».

Após o discurso de Bush, o Dow Jones [INDU] seguia a ganhar 0,20%, enquanto o Nasdaq valorizava 1,23%.

O Dow Jones, antes do discurso animador do presidente norte-americano, seguia a cair 0,13%, enquanto a subida do Nasdaq atingia 0,5%.

Entre os obstáculos, o responsável enumerou o «excesso de impostos, a falta de incentivos às empresa para adquirir material, o pagamento de impostos relativos aos dividendos», entre outros.

O presidente dos EUA vai solicitar ao Congresso a extinção dos impostos sobre os dividendos, considerando que isso é «uma dupla penalização», elemento que já era esperado pelos mercados.

Este é o terceiro corte dos impostos, em dois anos, que se vai traduzir num encorajamento do investimento para as pequenas e médias empresas (PMEs).

O governante pretende investir 674 mil milhões de dólares (647,6 mil milhões de euros), durante a próxima década, a fim de impulsionar o crescimento da maior economia do mundo.

Os EUA pretendem oferecer mais ajudas para os cidadãos que procuram procura de trabalho. O número de pedidos de subsídios de desemprego nos Estados Unidos subiu na última semana do ano, em 13 mil para 403 mil, superando as estimativas dos analistas, que estimavam que este indicador permanecesse abaixo dos 400 mil.

Os norte-americanos endividaram-se desmesuradamente, segundo Bush, sendo este um dos pontos de preocupação que dificultam o aumento do crescimento económico, uma vez que dificulta o seu poder de compra.

Bush considera que com estas medidas, a confiança dos investidores irá aumentar e consequentemente impulsionar o crescimento económico do país. «Este ano teremos um encaixe de 20 mil milhões de dólares (19,22 mil milhões de euros)», segundo a mesma fonte.

O responsável reforçou que o país que lidera «está preparado para a Guerra e que está a gastar o necessário». Os EUA estão a ponderar uma evasão militar ao Iraque, alegando que este último não acatou a resolução das Nações Unidas, de retirar do território todas as armas de destruição maciça.

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