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C. Tavares acredita que selagem máquinas da Bawo é a melhor solução para evitar despedimentos

A inventariação e selagem das máquinas da Bawo, em Estarreja, foi «a melhor solução para minimizar os impactos sociais e manter os empregos», disse Carlos Tavares à margem do seminário «Que Economia, Competitividade, Concorrência e Inovação».

Tânia Ferreira tf@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2003 às 13:31
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A inventariação e selagem das máquinas da Bawo, em Estarreja, foi «a melhor solução para minimizar os impactos sociais e manter os empregos», disse Carlos Tavares à margem do seminário «Que Economia, Competitividade, Concorrência e Inovação», organizado pela AIP.

Carlos Tavares recusa-se a admitir, para já, que a retirada das máquinas da fábrica de Estarreja fosse o primeiro passo para deslocalização. Em causa está o despedimento de 80 trabalhadores e respectivas indemnizações.

«Hoje, por tudo e por nada, falamos de deslocalização de investimento e se amplificam situações. Não contribui em nada para o bem estar das pessoas antecipar problemas que ainda não existem», salienta.

A empresa alega que a maquinaria seria encaminhada para a nova fábrica da empresa alemã no Egipto e que seria comprado novo equipamento para a fábrica de Estarreja.

Alargamento da UE a Leste é oportunidade

Consciente de que as empresas têm de responder às flutuações da procura, ajustando a produção às necessidades do mercado, Carlos Tavares refere que «infelizmente não controlamos a conjuntura internacional e ao Governo cabe, apenas, a tarefa de mudar o cenário da economia portuguesa e fazer com que as empresas estrangeiras queiram estar em Portugal».

Num mercado aberto, o governante lembra que «não podemos fechar as fronteiras e impedir as empresas de abandonarem o país, desde que sejam salvaguardados os compromissos com os trabalhadores e com o Estado».

Durante a intervenção no seminário, o ministro da Economia, reforçou, mais uma vez, que o alargamento da União Europeia a 25 países não deve ser visto como um temor, mas sim como uma oportunidade.

Salienta, porém que, ainda que sejam usados como uma vantagem relativa, os baixos salários «não podem continuar a ser razão invocada para tentar atrair o investimento estrangeiro para Portugal. Não há tempo a perder. Temos uma janela estreita e tempo limitado para mudar de vida».

Os países de Leste têm custos salariais mais baixos, em cerca de metade, mas com a adesão, vão ter de deixar de ter regimes discriminatórios a investidores não residentes e rever os seus critérios ambientais.

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