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Cada empregado municipal falta ao trabalho em média um mês por ano

Cada empregado municipal falta, em média, um mês de trabalho por ano. O nível médio de absentismo para os 136,5 mil funcionários é de 22 dias úteis. O número é de um estudo da empresa de consultoria Deloitte, relativo à importância dos municípios no secto

Negócios negocios@negocios.pt 31 de Julho de 2006 às 09:04
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Cada empregado municipal falta, em média, um mês de trabalho por ano. O nível médio de absentismo para os 136,5 mil funcionários é de 22 dias úteis. O número é de um estudo da empresa de consultoria Deloitte, relativo à importância dos municípios no sector público e economia nacional, que toma o ano de 2002 como referência.

O sumário executivo está publicado no site da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP). Segundo a edição de hoje do «Diário de Notícias», o documento salienta o absentismo médio como um dos aspectos relevantes do emprego municipal, mas não descrimina as causas do fenómeno, que é visto na literatura como um problema de gestão de Recursos Humanos e de ambiente organizacional.

A Deloitte considera ainda que «urge fomentar políticas de formação», já que 55% dos colaboradores municipais possui seis anos de escolaridade ou menos. Por outro lado, a idade média dos trabalhadores é superior a 40 anos e o período ao serviço do município é, em média, de 12 anos.

Fernando Ruas, presidente da ANMP, afirmou ao «DN» que este estudo surge como uma forma de «acompanhar e controlar o posicionamento dos municípios no contexto nacional». É também, explica, uma forma de precaver "algum tipo de ataque menos fundamentado" relativamente à importância e papel das autarquias, além de ser "uma espécie de balanço social que convém aos municípios terem".

Quanto à taxa de absentismo apurada por este estudo da Deloitte, Fernando Ruas explica que é um problema que «ultrapassa» os autarcas. Por outro lado, garante ainda o presidente da ANMP, esta é uma questão que «tem sido colocado à tutela» de forma recorrente. O fenómeno, e as normas por que se rege, terá de ser estudado, porque se trata, admite, de «um absentismo que é, de facto, elevado».

Usando como comparação o balanço social efectuado também com base no ano de 2002 pelo Ministério da Segurança Social e do Trabalho (MSST) - relativo ao universo de empresas com mais cem trabalhadores -, verifica-se o absentismo no emprego municipal é 37,5% superior. Ou seja, cada trabalhador do sector municipal faltou, em média, mais seis dias úteis do que os funcionários destas empresas. A taxa de absentismo registada no Balanço Social de 2002 pelo MSST é 7,2%.

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