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Cada partido "assumirá as respostas que deu"

À recusa inânime de coligações e acordos de incidência parlamentar por parte de PSD, CDS, Bloco de Esquerda e PCP, o primeiro-ministro indigitado refere que "cada um assumirá as respostas que deu". Ainda assim, confia que este governo "durará quatro anos".

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 15 de Outubro de 2009 às 20:37


À recusa inânime de coligações e acordos de incidência parlamentar por parte de PSD, CDS, Bloco de Esquerda e PCP, o primeiro-ministro indigitado refere que “cada um assumirá as respostas que deu”. Ainda assim, confia que este governo durará quatro anos.

José Sócrates deu esta noite uma conferência de imprensa para fazer o balanço dos encontros com os quatro partidos com representação parlamentar.

Numa declaração em que repetiu a palavra diálogo por inúmeras vezes, o líder do PS começou por explicar que “tomei esta iniciativa” de ouvir todos os partidos “porque primeiro dever neste momento” passa por “criar condições de estabilidade politica para a legislatura”.

“Coloquei sempre a questão [aos partidos] se estavam disponíveis para o diálogo político” com vista a “reforçar a estabilidade” da governabilidade do país, mas “nenhum declarou ter disponibilidade para coligações”.

Apesar disso, salientou Sócrates, todos os partidos salientaram a disponibilidade para contribuir para a “estabilidade governativa” através de “compromissos políticos pontuais”.

Os partidos “responderão pela posição que entenderam assumir. Cada um assumirá as respostas que deu”, reforçou Sócrates, salientando que “o PS assume as suas responsabilidades políticas”.

Apesar desta recusa, o líder do PS mostrou-se confiante que “este governo durará os quatro anos. É com esse espírito que parto. Julgo que ninguém estaria à espera que esta legislatura fosse interrompida”.

Acrescentou que o “diálogo é indispensável para que esta legislatura se cumpra”, adiantando que vai agora efectuar as “diligências necessárias para apresentar um governo da responsabilidade do PS, que corresponda à vontade politica dos portugueses”.

Questionado sobre se o Programa de Governo iria corresponder ao Programa do PS, Sócrates afirmou que “a base de qualquer governação deve ser o programa político do PS”

Afastou a possibilidade de apresentar um voto de confiança ao Governo e apelou também a que moções de rejeição não sejam apresentadas pela oposição.

Quanto à constituição do futuro Governo, adiantou que ainda não iniciou os contactos para a sua formação.








































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