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Cadilhe sai da API no final do mandato

Em Novembro, Miguel Cadilhe abandona a Agência Portuguesa para o Investimento (API), no fim de um mandato de três anos

Isabel Cristina Costa iccosta@negocios.pt 22 de Abril de 2005 às 06:00
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Em Novembro, Miguel Cadilhe abandona a Agência Portuguesa para o Investimento (API), no fim de um mandato de três anos.

A revelação foi feita ontem pelo próprio à agência Lusa, que disse ainda que obteve a compreensão do ministro da Economia, Manuel Pinho, que «sabe que era e é minha intenção, sempre foi desde o início, completar um único mandato de presidente não-executivo da API».

O ex-ministro das Finanças social-democrata considera que cumpriu a tarefe que lhe foi incumbida pelo Governo de Durão Barroso, em Novembro de 2002. E é neste espírito de dever cumprido, que deu conta ao ministro Manuel Pinho da «satisfação» com a equipa constituída e com os resultados obtidos pela API durante o mandato.

Resultados esses que não tiveram muitas vezes a mesma leitura que faz agora. O último episódio deu-se em Novembro do ano passado, pela voz do então ministro das Cidades, José Luís Arnaut. Aliás, os resultados da API sempre foram usados para criticar Cadilhe, quando este, nas várias intervenções públicas, colocava o dedo na ferida: «Os políticos centrais são assim: pregam a descentralização, mas não a praticam».

Também se chegou a desagradar Manuel Ferreira Leite, quando esta era ministra das Finanças, e Cadilhe defendeu «mais e melhor investimento público». Mas as discordâncias não se ficaram por aqui, houve a questão das adiadas reformas estruturais e do prometido choque fiscal.

O certo é que os dados apresentados pela agência relativos a dois anos de actividade apontavam para 85 contratos e 1.700 milhões de euros de investimento. Muitos consideram pouco. Mas Cadilhe também teve contra si uma conjuntura negativa para atrair IDE.

Teve um papel importante também na retenção de IDE, como foi o caso da Autoeuropa. Apresentou um ambicioso plano para o desenvolvimento turístico e económico do Douro. Lutou contra o que chamou de «custos de contexto».

Foi aqui que teve mais dores de cabeça, pois esbarrou com a pesada Administração Pública. Mas no final, o próprio faz um saldo positivo.

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