Economia Caldeira Cabral: Sanções "Seriam injustas" e é tempo de olhar para futuro  

Caldeira Cabral: Sanções "Seriam injustas" e é tempo de olhar para futuro  

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, afirmou hoje que eventuais sanções a Portugal seriam "extremamente injustas" para o povo português, referindo que o mais útil nesta altura seria "acabar com a discussão e andar em frente".
Caldeira Cabral: Sanções "Seriam injustas" e é tempo de olhar para futuro  
Miguel Baltazar
Lusa 08 de julho de 2016 às 11:24

"Penso que sobre as sanções da União Europeia, as notícias que tivemos foram positivas. Esse processo está a ter um bom encaminhamento e há uma atitude sensata por parte dos países do União Europeia", disse, após uma visita à Siderurgia Nacional, no Seixal.

 

Manuel Caldeira Cabral afirmou que agora é preciso ver a evolução do processo, mas defendeu que as sanções seriam "extremamente injustas".

 

"Estariam a avaliar o trabalho do governo anterior. Podemos discutir se os resultados foram melhores ou piores, mas houve um enorme esforço e sacrifício dos portugueses, com alguns resultados, e seria muito injusto penalizar o povo português", salientou.

 

O ministro da Economia referiu que o mais importante é "olhar para o futuro" e acabar com a discussão sobre o tema.

 

"Vamos ver o que vai ser decidido, poderá ser uma punição simbólica. Penso que seria mais útil acabar com esta discussão, andar em frente e reconhecer que se fez um sacrifício e esforço com alguns resultados. O Governo continua com um processo de consolidação, empenhado em pôr as contas públicas em ordem e em diminuir o endividamento do país", concluiu.

 

A Comissão Europeia anunciou na quinta-feira que lançou processos de sanções a Portugal por não ter tomado "medidas eficazes" para corrigir os seus défices excessivos, passando a palavra aos ministros das Finanças da União Europeia (UE).

 

Os ministros das Finanças da UE deverão pronunciar-se já na reunião de terça-feira sobre aquele parecer e apresentar no prazo de 20 dias uma proposta de multa a aplicar.

 

Portugal encerrou 2015 com um défice de 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB), mas excluindo a recapitalização do Banif esse valor cai para 3,2% (segundo Bruxelas), o que fica 0,2 pontos percentuais acima dos 3,0% previstos nas regras europeias.

 




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