Mundo Cardeais fechados na Capela Sistina, teve início o Conclave

Cardeais fechados na Capela Sistina, teve início o Conclave

Os 115 cardeais eleitores foram hoje fechados na Capela Sistina, dando início ao conclave que vai eleger o sucessor de Bento XVI.
Cardeais fechados na Capela Sistina, teve início o Conclave
Stefano Rellandini/Reuters
Lusa 12 de março de 2013 às 16:59

Antes, os cardeais tinham celebrado a missa "Pro eligendo romano pontifice", na qual apelaram para a "unidade da Igreja".

 

O conclave é uma reunião secreta dos cardeais eleitores, desta vez são 115 assim distribuídos geograficamente: Europa - 60, América Latina - 19, América do Norte - 14, África -11, Ásia - 10 e Oceânia - um.

 

O patriarca de Lisboa, José Policarpo, será o 32.º cardeal a votar no conclave, e o cardeal Manuel Monteiro de Castro o 106.º.

 

No conclave estão presentes outros elementos: o secretário do colégio cardinalício (Lorenzo Baldisseri), que desempenha as funções de secretário da assembleia eleitoral, o mestre das celebrações litúrgicas pontifícias (Guido Marini).

 

Está também prevista a presença de mais pessoas para ajudarem em diferentes tarefas (confissões, médicos, enfermeiros, serviços técnicos, alimentação, limpeza e motoristas).

Os lugares do conclave serão fechados por dentro (responsabilidade do cardeal camarlengo Tarcisio Bertone), e por fora (responsabilidade do substituto da Secretaria de Estado, o arcebispo Giovanni Angelo Becciu).

 

A duração da reunião dos cardeais não é definida antecipadamente e a eleição é feita com a deposição dos boletins num cálice. De manhã realizam-se duas votações, e à tarde outras duas.

 

Depois de cada escrutínio, os boletins são queimados em dois fornos, previamente instalados na capela Sistina.

 

Se o resultado for inconclusivo, juntam-se produtos químicos aos boletins que serão queimados para que produzam fumo negro. Se um candidato obtiver 77 votos (dois terços) serão queimados unicamente os boletins, produzindo um fumo branco, que anuncia a eleição.

 

Nesse momento, o grande sino da basílica de São Pedro tocará a repique.

 

Uma vez escolhido, o eleito responde a duas questões do decano dos cardeais: "aceita a eleição canónica como soberano pontífice? qual o nome escolhido?". Se responder "sim" à primeira questão, o eleito torna-se imediatamente papa e bispo de Roma. Estes são os dois últimos actos formais do conclave.

 

O novo papa entrará depois numa sala adjacente à Capela sistina, denominada "sala das lágrimas" porque vários papas aí deram largas à emoção perante a tarefa que lhes era confiada, e envergará uma das três sotainas brancas, de diferentes tamanhos, preparadas pelo alfaiate escolhido pelo Vaticano.

 

Um a um, os cardeais prestam homenagem ao novo papa, antes do anúncio aos fiéis, com a fórmula "Habemus Papam" ("temos papa", em latim), que será pronunciada pelo "protodiácono" (o cardeal mais antigo no cargo), actualmente o francês Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso.

 

O novo papa profere depois a bênção apostólica "Urbi et Orbi" (à cidade e ao mundo), a partir da varanda da basílica de São Pedro.

 

A 11 de Fevereiro, o papa Bento XVI anunciou a renúncia ao cargo, efectiva a partir de 28 de Fevereiro, devido à "idade avançada".

 

O último chefe da Igreja Católica a renunciar foi Gregório XII, no século XV (1406-1415).




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