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Carlos Moedas reafirma objectivo de "poupança estrutural" de quatro mil milhões de euros

O secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, reafirmou este sábado que o Governo espera apresentar na sétima avaliação da troika, ainda em Fevereiro, um programa de "poupanças" de quatro mil milhões de euros.

Lusa 09 de Fevereiro de 2013 às 16:47
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"Temos de conseguir preparar, para a sétima avaliação, um número de medidas e de opções que nos permitam poupar (…) e é nesse sentido que estamos a trabalhar, com todos os Ministérios, com todos os senhores ministros, com todas as equipas e vamos continuar a trabalhar para conseguir chegar com empenho ao que todos sabemos que está no memorando de entendimento, que é uma poupança de quatro mil milhões de euros", disse.

 

Carlos Moedas respondia a perguntas dos jornalistas no final da reunião do Conselho de Ministros, que terminou ao fim de seis horas e meia e na qual foi discutida, "como em outros conselhos de ministros", a "reforma do Estado" e as medidas de "poupança estrutural na despesa" que serão apresentadas na sétima avaliação do programa de assistência financeira, no final do mês.

 

O secretário de Estado recusou adiantar "detalhes" sobre as medidas a tomar ou fazer "comentários específicos" sobre qualquer "especulação" e destacou o "trabalho extraordinário" de todos os ministros e de todas as equipas.

 

Interrogado sobre se os cortes na despesa do Estado terão algum impacto já em 2013, Carlos Moedas afirmou que algumas medidas poderão ter efeito ainda este ano.

 

"Estamos a falar em poupanças e não cortes. O valor de que estamos a falar é uma poupança estrutural e é natural que, se essa poupança estrutural for para 2014, determinadas medidas possam vir a ter efeito já este ano e esse efeito será positivo para o exercício", disse.

 

Carlos Moedas frisou que "o que está no memorando de entendimento é claro", conseguir "modificar estrutura da despesa poupando em determinados pontos para conseguir poupança estrutural".

 

Instado a comentar o corte de quatro mil milhões de euros, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, disse apenas que o "Governo português tem compromissos externos".

 

"O Governo português tem compromissos externos e eu não tenho nada a acrescentar ao que disse o secretário de Estado numa mera avaliação do trabalho que está a ser feito", afirmou.

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