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Cartão do cidadão origina queixas à CNE

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) recebeu mais de 250 queixas e pedidos de esclarecimento, a maior parte devido a equívocos provocados pelo novo cartão do cidadão. Numa freguesia de Santarém, um presidente de Junta apelou à abstenção em protesto contra o traçado de uma estrada.

Negócios com Lusa 07 de Junho de 2009 às 18:21
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A Comissão Nacional de Eleições (CNE) recebeu mais de 250 queixas e pedidos de esclarecimento, a maior parte devido a equívocos provocados pelo novo cartão do cidadão. Numa freguesia de Santarém, um presidente de Junta apelou à abstenção em protesto contra o traçado de uma estrada.

O porta-voz da CNE, Nuno Godinho de Matos, citado pela Lusa, esclareceu que os telefonemas de protesto sobre o novo documento de identificação devem-se sobretudo ao facto de muitas pessoas não se terem apercebido da importância da carta enviada pela Direcção-Geral da Administração Interna com o novo número de eleitor, que pode implicar a alteração da mesa de voto.

Ao solicitar o cartão do cidadão, quem mudou de área de residência passou a estar automaticamente recenseado na nova freguesia, onde deve passar a votar. Uma alteração de que muitos não se aperceberam, o que originou a “revolta” dos eleitores que se deslocaram ao anterior local de voto.

De maior gravidade, na avaliação da CNE, revestiram-se duas situações: uma em Fanhões (Loures), onde os delegados credenciados para assistir ao acto eleitoral foram impedidos de desempenhar a sua função pelo facto da credencial estar incorrectamente impressa, um problema entretanto já solucionado. e outra no concelho de Santarém, onde o presidente de uma Junta de Freguesia apelou à abstenção como forma de protesto contra o traçado de uma estrada.

Outras das queixas recebidas pela CNE referem-se a uma alegada violação das regras de “silêncio” da Comunicação Social no sábado (dia de reflexão) devido à emissão na “TVI 24“ de um programa sobre a participação eleitoral dos jovens, onde pessoas de várias cores políticas assumiram posições partidárias. “Inoportuna” foi como o porta-voz da CNE avaliou a emissão do programa.
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