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Carvalho da Silva abandona reunião e revela que Governo deixa cair meia hora (act)

Carvalho da Silva afirma que o documento em discussão significa um retrocesso e revelou que a proposta de aumento do horário de trabalho em meia hora caiu. "O subsídio de desemprego leva uma porrada monumental", argumenta o líder da CGTP, numa altura em que um acordo tripartido parece estar mais próximo.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 16 de Janeiro de 2012 às 13:11
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A CGTP abandonou a reunião de hoje da concertação social, onde os parceiros sociais parecem estar perto de um acordo tripartido para a competitividade e emprego, afirmando que a proposta que está em cima da mesa representa o “maior retrocesso” de que há memória nos direitos dos trabalhadores.

Numa altura em que ainda decorrem as negociações, Carvalho da Silva saiu do encontro e justificou aos jornalistas a decisão uma vez que os trabalhadores “perdem imensas coisas”. O líder da CGTP afirmou que saiu da reunião para deixar aos trabalhadores a mensagem de que "vale a pena lutarem pelos seus direitos" porque "há matérias que não entraram neste acordo que está a acabar de ser cozinhado entre alguns, entre os quais o aumento do horário de trabalho".

“O que temos que fazer e agir no terreno”, disse Carvalho da Silva, afirmando que é “chocante” os poderes que são dados aos patrões.

"Tudo isto é uma grande trapaça", criticou o sindicalista, frisando que se está "a caminhar para o capitalismo ou socialismo chinês, este documento podia ter sido feito pelo governo chinês", acusou Carvalho da Silva, argumentando que o patronato se sobrepõe aos direitos dos trabalhadores.

Carvalho da Silva destacou o “poder unilateral” que é dado ao patrão, afirmando que “mesmo para o despedimento, o critério da lei só entra se o critério do patrão não se verificar primeiro”

Meia hora foi uma “chantagem”

O líder da CGTP revelou que a proposta do Governo deixa cair o alargamento do horário de trabalho em meia hora. “A chantagem da meia hora serviu para que este documento tenha um conjunto imenso de conteúdos que são um retrocesso”, afirmou.

Instado a elencar as propostas do Governo com as quais está contra, Carvalho da Silva citou o “conjunto de cortes nos direitos dos trabalhadores” e o “subsídio de desemprego que leva uma porrada monumental”, bem como a “facilitação do despedimento” e a “possibilidade de serem as organizações dos trabalhadores a discutirem contratação colectiva.

Carvalho da Silva mostrou-se ainda preocupado com a “utilização dos dinheiros da Segurança Social para tudo e mais alguma coisa”, concluindo que com a proposta de os trabalhadores poderem receber parte do subsídio de desemprego se aceitarem um salário inferior, as empresas vão “pagar salários o mais baixo possível”.
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