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Catarina Martins: Moção do Bloco de Esquerda não quer criar problemas à maioria

A porta-voz bloquista assegurou hoje que a moção que leva à convenção não é para criar nenhum problema à maioria parlamentar nem sequer uma resposta ao PS, mas sim o contributo dos bloquistas para o país.

Miguel Baltazar
Lusa 05 de Maio de 2016 às 13:43
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"Não é uma moção para criar nenhum problema a uma maioria parlamentar que recupere rendimentos. É um contributo para uma estratégia para garantir que essa recuperação de rendimentos é sustentada no tempo", respondeu Catarina Martins aos jornalistas no parlamento, à margem de uma audição pública sobre contratação colectiva.

 

Segundo a porta-voz do BE, a moção que apresenta à próxima convenção do partido "não é uma resposta ao PS, não é uma resposta à Comissão Europeia, não é uma resposta ao sistema financeiro", mas sim a resposta do Bloco de Esquerda para o país.

 

"A maioria parlamentar assenta na recuperação de rendimentos de trabalho e na protecção do Estado social. O sistema financeiro é um risco para essa estratégia. Não existir uma estratégia para a economia é um risco para essa estratégia. O BE não é um risco. O BE faz as propostas que são necessárias para proteger o país", assegurou.

 

A moção conjunta que as principais tendências do BE levam à próxima Convenção, em Junho, alerta que, sem uma nova estratégia, "não é possível" sustentar o "compromisso de recuperação de rendimentos em que assenta a maioria parlamentar".

 

"O Bloco trabalhou muito para uma maioria parlamentar que tirasse a direita do Governo e pudesse permitir a recuperação de rendimentos a quem vive do seu trabalho em Portugal. Não haverá nenhum partido tão determinado como o BE em que esse caminho seja possível ao longo da legislatura", garantiu.

 

Catarina Martins recordou que os bloquistas foram os primeiros a propor e a trabalhar para esta maioria e que todos os dias se empenham para que este novo arranjo parlamentar possa "recuperar rendimentos do trabalho".

 

"Somos um elemento de estabilidade e determinação nessa maioria para recuperação de rendimentos. Nada disso está em causa", insistiu, explicando que é preciso "olhar para o futuro" e ter "uma estratégia para a economia e para o sistema financeiro".

 

Sobre se o Bloco falou com o Governo sobre esta moção, a líder bloquista respondeu que "não tem muito sentido que assim seja", uma vez que os grupos de trabalho com o executivo "estão a discutir a renda apoiada, as rendas da energia, as questões da precariedade, e tantos temas para a vida concreta das pessoas".

 

Questionada se os bloquistas tiveram a oportunidade de "acalmar" as reacções à moção, Catarina Martins foi peremptória: "Alguém está a precisar de ser acalmado? Não me parece".

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