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Catroga diz que "Ferrari ferroviário para Madrid" não deve ser financiado pelos contribuintes

O economista Eduardo Catroga afirmou hoje que o financiamento pelos contribuintes portugueses de "um Ferrari ferroviário para Madrid" não faz sentido ao nível do conceito de serviço público.

Lusa 04 de Maio de 2010 às 20:00
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O economista Eduardo Catroga afirmou hoje que o financiamento pelos contribuintes portugueses de "um Ferrari ferroviário para Madrid" não faz sentido ao nível do conceito de serviço público.

"No conceito de serviço público não encaixa o financiamento pelos contribuintes de um Ferrari ferroviário para Madrid, isto é, de um comboio de alta velocidade, mas sim de um comboio normal", disse o presidente da Comissão de Avaliação dos prémios 'Best Leader Awards 2010', que hoje foram entregues em Lisboa.

Eduardo Catroga lamentou que no caso de alguns dos grandes projectos "o risco vá ficar do lado dos contribuintes", o que agrava as condições de competitividade da economia, o seu crescimento e o bem-estar das populações.



"Nos últimos 10 a 15 anos temos assistido a uma trajectória de um país insustentável do ponto de vista do endividamento público e do endividamento privado, apresentando um crescimento económico miserável", justificou Eduardo Catroga.

Neste sentido, "é tempo de mudar de vida. Não se trata de ser contra as grandes obras públicas, mas se o risco fica do lado do contribuinte o que acontecer é um agravamento, a partir de 2013, ainda maior da nossa situação financeira", acrescentou.

Questionado pelos jornalistas pela sua presença na reunião da próxima segunda feira com o Presidente da República, Cavaco Silva, o antigo ministro das Finanças explicou que o encontro visa sensibilizar a opinião pública e política para as consequências de se prosseguir por esta via: "Nós por este caminho não vamos lá e está-se a ver o que aconteceu com a Grécia", adiantou.

Segundo Catroga, "os políticos não podem ser vendedores de ilusões", enfatizando que Portugal tem de combater o défice orçamental, corrigir o défice externo, aumentar a competitividade e criar riqueza.

Entre os premiados do 'Best Leader Awards 2010' conta-se o presidente da EFACEC, Luís Filipe Pereira que foi galardoado com a distinção de 'Líder na Internacionalização' e o presidente executivo da Wedo Techenologies, Rui Paiva, com o galardão de 'Líder das Novas Tecnologias', bem como o presidente da Aicep Portugal Global, Basílio Horta, com o título de 'Líder na Gestão de Empresa Pública'.

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