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Cavaco: Movimento descendente do desemprego “não pode deixar de ser aplaudido”

O Presidente da República afirmou esta quarta-feira que, apesar de o desemprego continuar ainda “muito elevado”, os dados foram “extremamente positivos”. Sobre as pinturas de Miró e sobre o referendo da co-adopção escusou-se a comentar.

Bruno Simão
Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2014 às 12:22
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Os dados sobre o desemprego “foram extremamente positivos. Não só se verifica uma descida face ao trimestre anterior, como, pela primeira vez em muitos anos, face ao trimestre homólogo”, afirmou Cavaco Silva à margem da inauguração das novas instalações do Grupo Novartis em Portugal.

 

“Ainda assim”, acrescentou o Chefe de Estado, “está [o desemprego] muito elevado. Mas, depois de um movimento de subida, estamos num movimento de descida e isso não pode deixar de ser aplaudido”.

 

"Importante é termos invertido a tendência. Ainda há muito trabalho a fazer mas só conseguiremos este caminho se continuarmos a apostar na inovação”, concluiu sobre o assunto.

 

Pelo terceiro trimestre consecutivo, a taxa de desemprego voltou a descer nos últimos três meses do ano, período em que geralmente o desemprego sobe.

 

O taxa de desemprego voltou a baixar para 15,3% no último trimestre de 2013. Depois de ter atingido um pico histórico no primeiro trimestre do ano, de 17,7%, a taxa de desemprego tem vindo a cair, primeiro para 16,4%, no segundo trimestre, depois para 15,6%, no terceiro trimestre e agora para 15,3% nos últimos três meses do ano que costumam testemunhar um agravamento do desemprego. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 5 de Fevereiro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego no quarto trimestre é a mais baixa desde o segundo trimestre de 2012, tendo ficado 1,6 pontos percentuais abaixo da registada no trimestre homólogo de 2012 e  0,3 pontos percentuais aquém do estimado para o trimestre anterior.

 

Quadros de Miró "emergiram como uma arma de arremesso na luta partidária"

 

Sobre o caso das pinturas de Miró, Cavaco Silva escusou-se a comentar: “Eu aprecio muito o Miró como pintor, mas entendo que tendo os seus quadros emergido como uma arma de arremesso na luta política partidária e tendo havido uma juíza a decidir eu não devo comentar o assunto”.

 

Recorde-se que, depois da providência cautelar para impedir o leilão das obras de Miró detidas pelo Estado, a que o tribunal não deu deferimento, o Ministério Público avançou com outra acção para suspender os actos que possibilitaram a saída das pinturas de Portugal, noticia a Antena 1.

 

Cavaco Silva escusou-se ainda a comentar o referendo da co-adopção: “ O Presidente da República está proibido de tomar qualquer decisão antes do Tribunal Constitucional se pronunciar. Estou a cumprir a constituição”, disse.

 

O Presidente da República realçou ainda a importância do investimento na inovação e desenvolvimento como “decisivo para o nosso futuro” e da contínua aposta no mesmo “para deixarmos de exportar produtos de baixa tecnologia para passarmos a exportar produtos de média e alta tecnologia”.

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