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Cavaco: “Não é pela via dos salários baixos que resolveremos o problema” de Portugal (act)

Presidente da República diz que a subida do salário mínimo é uma questão que deve ser equacionada, mas que cabe aos parceiros sociais avaliar o assunto. Cavaco diz que assusta a perspectiva de Portugal ter mais de um milhão de desempregados no final do ano e que o País não resolve os problemas com uma política de salários baixos.

Paulo Duarte
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 21 de Março de 2013 às 12:35

Cavaco Silva alertou hoje que a economia portuguesa não deve apostar numa política de salários baixos, mas antes apostar na “criatividade, criação de marcas, apoio aos clientes e qualidade”.

 

Em declarações aos jornalistas após a inauguração de uma fábrica da alemã Leica no Lousado, em Vila Nova de Famalicão, que foram transmitidas pelas televisões, o Presidente da República afirmou que a “precariedade e os baixos salários não resolvem os problemas da economia portuguesa”.

 

Ao longo das respostas que deu aos jornalistas, Cavaco Silva repetiu por diversas vezes esta ideia. “Entendo que a resolução dos problemas no nosso país não esta nos salários baixos”, afirmou Cavaco Silva, afirmando pouco depois que “não é pela via dos salários baixos que resolveremos os problemas” da economia.

 

O Presidente da República explicou que “existirão sempre outros países, mesmo na União Europeia, como salários mais baixos” que os praticados em Portugal, pelo que “devemos apostar em produzir com qualidade” e reforçar a competitividade das empresas portuguesas.

 

Devem ser os parceiros sociais a discutir subida do salário mínimo

 

Questionado sobre se era favorável a uma subida do valor do salário mínimo, Cavaco Silva afirmou que não deve ser o Presidente da República a fazer sugestões sobre o assunto. Mas defendeu que a subida da remuneração deve ser discutida pelos parceiros sociais.

 

“Vale a pena considerar” o aumento do salário mínimo, “no quadro da concertação social”, pois este é um assunto que deve ser abordado pelos parceiros sociais. Cavaco Silva explicou que nesta discussão há dois pratos da balança que têm que ser pesados: “de um lado deve estar a competitividade das empresas e do outro um sinal para a melhoria da confiança na economia portuguesa e o efeito sobre a expansão na procura interna”.

 

Mas “devem ser os parceiros sociais” a considerar esta possibilidade de subir o salário mínimo, afirmou Cavaco Silva, lembrando que “há um diálogo entre as confederações sindicais e confederações patronais e devemos esperar para saber o que pensam sobre o assunto”.

 

O Presidente da República foi hoje de manhã recebido com protestos, por mais de meia centena de manifestantes que exigiam a Cavaco Silva a "demissão imediata" do Governo. Questionado pelos jornalistas sobre os protestos, o Presidente da República afirmou apenas que “vivemos em democracia” e que os seus assessores estão disponíveis para receber todos os documentos que queiram fazer chegar ao Presidente da República. 

 

(notícia actualizada às 12h45 com mais informação)

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