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Cavaco defende Europa que preserve a paz, a tolerância e a prosperidade

O Presidente da República defendeu hoje uma "Europa em que se preserve a paz, a tolerância e a prosperidade", evocando a obra de Claudi Magris, escritor italiano distinguido com o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva.

Lusa 21 de Outubro de 2013 às 20:46
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"Num momento como aquele em que vivemos, em que tantos se questionam sobre a justeza e a viabilidade do projecto da União Europeia, a obra de Claudio Magris tem o condão de recuperar os alicerces desse projecto, levando-nos a encará-lo, não apenas como solução para problemas do imediato, mas também como um destino irrecusável, que o passado nos indica", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, numa intervenção na cerimónia de entrega do Prémio Europeu Helena Vaz de Silva, para a divulgação do Património Cultural.

 

Considerando que não haverá um outro autor nos dias de hoje "em cuja obra a ideia de Europa esteja plasmada com tanto rigor e sensibilidade, com tanta erudição e profundidade", Cavaco Silva elogiou a originalidade e sensibilidade de Claudio Magris, fazendo votos para que os valores que inspiram a sua obra "encontrem eco na construção da Europa que todos desejamos, uma Europa em que se preserve a paz, a tolerância e a prosperidade".

 

"A Europa de Claudio Magris é a Europa que tem no seu código genético a diversidade dos povos e das línguas, a Europa que ao longo dos séculos se foi constituindo e aprofundando, no confronto e no diálogo travado entre civilizações e culturas diferentes", acrescentou o Presidente da República.

 

Na sua intervenção, o chefe de Estado fez ainda referência a Helena Vaz da Silva, a jornalista e antiga deputada ao Parlamento Europeu que deu o nome ao prémio agora atribuído a Claudio Magris.

 

"Como jornalista e, sobretudo, como deputada ao Parlamento Europeu, Helena Vaz da Silva foi incansável na promoção dos valores de uma Europa cuja identidade reside, antes de mais, na partilha das raízes culturais que ao longo de séculos, na paz e na guerra, ligaram entre si os diversos povos que se fixaram no continente", lembrou, fazendo ainda alusão ao seu trabalho na Comissão Nacional da UNESCO e no Centro Nacional de Cultura.

 

"Atribuir o nome de Helena Vaz da Silva a um prémio com estas características não representa apenas um gesto de gratidão e saudade, que lhe era inteiramente devido. É também uma prova de que o seu empenho na preservação da herança cultural portuguesa e europeia não foi em vão", salientou.

 

O Prémio Europeu Helena Vaz da Silva foi criado pela organização não-governamental Europa Nostra dedicado ao jornalismo cultural, Centro Nacional de Cultura (CNC) e Clube Português de Imprensa (CPI) e visa distinguir um cidadão europeu que, ao longo da sua carreira, se tenha distinguido pela divulgação, defesa e promoção do Património Cultural Europeu.

 

Na primeira edição do prémio foram também distinguidos, com "menções especiais", o húngaro Olivér Kovács e o turco Ozgen Acar, por iniciativas relacionadas com o património, desenvolvidas nos respetivos países.

 

O italiano Claudio Magris é o primeiro galardoado com Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, pela sua "obra notável sobre a identidade europeia", segundo o CNC.

 

Claudio Magris, de 74 anos, é diplomado pela Universidade de Turim, titular da cadeira europeia do Colégio de França e é autor de vários livros de ensaio e ficção, como "Atrás das Palavras", "Microcosmos" e "A história não acabou".

 

O júri foi presidido por Guilherme d'Oliveira Martins e integrou ainda Antonio Foscari, Francisco Pinto Balsemão, Irina Subotic, João David Nunes, José María Ballester e Piet Jaspaert.

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