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Cavaco diz esperar que Portugal esteja a crescer em 2013

O Presidente da República disse segunda-feira esperar que Portugal esteja a crescer em 2013, no final do período de execução do acordo de assistência financeira, sublinhando que tem de estar "optimista". Veja aqui o vídeo.

Lusa 15 de Novembro de 2011 às 08:05
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"Espero que no fim da execução do acordo de assistência financeira, e se se concretizarem as previsões feitas, que Portugal esteja a crescer em 2013 e esteja com um grau de competitividade muito mais forte do que aquilo que tem agora", afirmou o chefe de Estado, quando questionado se vê algum fim para a crise que Portugal atravessa.

Sublinhando que tem de estar optimista, Cavaco Silva nunca apontou uma data para o fim da crise, mas notou que é importante esperar para ver o que vai acontecer na Europa na sequência das mudanças políticas que estão a ocorrer em Itália e na Grécia.

Por outro lado, continuou o chefe de Estado, Portugal não depende apenas do trabalho que está a fazer, mas também daquilo que os outros fazem, nomeadamente das instituições europeias e dos países que são os grandes clientes portugueses.

"É obvio que seria muito positivo que existisse na Europa uma verdadeira agenda de crescimento económico e que aqueles países como a Alemanha e outros que têm superavite das suas contas externas decidissem avançar com políticas claramente expansionistas", acrescentou Cavaco Silva, que falava aos jornalistas num hotel, em San José, na Califórnia.

Interrogado se considera "arriscado" os políticos estarem a falar do fim da crise ou do início do final da crise, Cavaco Silva não respondeu, preferindo falar acerca da mudança de atitude dos Estados Unidos em relação à Europa.

Reportando-se a conversas que foi tendo ao longo da última semana, durante a visita de realizou a três cidades norte-americanas - Nova Iorque, Washington e San José - o Presidente da República disse que agora a crise europeia está no "top das preocupações da comunicação social, mas também de governantes, de agentes políticos com relevância neste país".

"Considero que isso é positivo, porque é o reconhecimento da interdependência das economias e que os sistemas financeiros estão integrados (...) e há o reconhecimento de que aquilo que se passa hoje na Europa pode ter um efeito significativo no crescimento económico norte-americano no próximo ano", salientou, considerando que "é algo significativo que a Europa seja vista como algo que conta".

Na segunda-feira de manha, durante a discussão na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2012, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira afirmou que o próximo ano "irá marcar o fim da crise" e permitirá a Portugal retomar o crescimento da economia.

Mais tarde, o ministro disse que 2012 assinalará o início do fim da crise.

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