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Cavaco pediu aos partidos da oposição para viabilizarem novo Governo

O Presidente da República apelou aos partidos políticos na oposição para a necessidade de agirem com o sentido de garantir estabilidade ao País e de evitarem qualquer tomada de posição que possa resultar num cenário de crise política.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 21 de Outubro de 2009 às 09:07
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O Presidente da República apelou aos partidos políticos na oposição para a necessidade de agirem com o sentido de garantir “estabilidade” ao País e de evitarem qualquer tomada de posição que possa resultar num cenário de crise política. As recomendações de Cavaco Silva terão sido explicitamente feitas durante as audiências que se seguiram às eleições legislativas, noticia o “Diário de Notícias”.

Segundo o jornal, o Presidente da República pediu aos partidos para que se abstenham de chumbar o programa de Governo, que deverá ser discutido no início de Novembro, e que viabilizem igualmente o Orçamento de Estado para 2010, que deverá entrar na Assembleia da República no final do ano.

O Presidente, escreve o DN, terá inclusive “elogiado expressamente as delegações partidárias que lhe deram sinais claros de não estarem interessadas em cenários de crise política a curto prazo”.

O jornal lembra a mudança de discurso de Manuela Ferreira Leite, líder do PSD e da maior bancada na oposição, que antes do encontro com o Presidente havia avisado que o partido não iria “ajudar de forma envergonhada” o PS – num sinal de que não viabilizaria o Orçamento de Estado pela abstenção – e que, após a audiência com Cavaco Silva, acabou por garantir que os sociais-democratas seriam uma “oposição responsável”.

O PSD, disse então, será uma “alternativa ao poder”, mas “faremos uma oposição responsável”. “Não deixaremos de apoiar medidas e decisões” que tenham “interesse nacional”, mas também “estaremos contra as que forem lesivas” para o País, acrescentou Ferreira Leite.

Também Paulo Portas, líder do CDS-PP e do único partido que, tal como o PSD, pode garantir sozinho uma maioria parlamentar ao PS, se comprometeu fazer uma "oposição responsável e com sentido de compromisso".

Já o PCP, no final do encontro com o Presidente, destacou que mais importante que a estabilidade política é a estabilidade social. “Mais do que a estabilidade governativa, existe um problema primeiro e principal: como é que se vai resolver a instabilidade social que hoje é transversal a muitas camadas e classes sociais", afirmou Jerónimo de Sousa à saída do encontro com Cavaco Silva.


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