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Cavaco reconhece que programa de ajustamento tem sido mais duro do que o antecipado

O Presidente da República reconheceu esta terça-feira à noite que o programa de ajustamento tem sido mais duro do que se antecipava, mas sublinhou que os compromissos assumidos foram "quase integralmente cumpridos". Ainda assim, Cavaco Silva, reconheceu que sem o programa de assistência, a economia nacional teria "entrado em colapso”.

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Negócios com Lusa 26 de Fevereiro de 2014 às 09:15
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A cerca de dois meses do fim do programa de assistência económica e financeira, o Presidente da República, Cavaco Silva, reconhece que o ajustamento “tem sido duro para os portugueses”, mais “duro que do aquilo que inicialmente se antecipava”.

 

"Dentro de pouco mais de dois meses vamos encerrar o programa de ajustamento que negociamos com as entidades internacionais, que nos concederam um empréstimo para Portugal ultrapassar a situação muito difícil em que se encontrava em 2011. E isso tem sido duro para os portugueses, tem sido mesmo mais duro que do aquilo que inicialmente se antecipava", admitiu o Presidente da República, que falava durante um encontro com jovens portugueses residentes na região da Baía de São Francisco, nos Estados Unidos da América, esta terça-feira, dia 25.

 

Contudo, acrescentou, se não fosse o acordo firmado com as instituições internacionais, a economia portuguesa teria "entrado em colapso".

 

"Agora estamos a chegar ao fim, no dia 17 de Maio", insistiu, realçando que, tal como é tradição histórica, os compromissos assumidos por Portugal "vão ser quase integralmente cumpridos" e a economia portuguesa sofreu uma forte transformação nos últimos três anos.

 

Neste sentido, o chefe de Estado, considera que é altura de olhar para o futuro - para o 'pós-troika' - e consolidar o crescimento económico que se tem vindo a registar desde o segundo trimestre de 2013, algo que é fundamental para reforçar o clima de confiança e recuperar o investimento.

 

Assim, Cavaco Silva aproveitou a oportunidade de estar perante cerca de 60 jovens portugueses das áreas da Tecnologia e da Inovação e pediu-lhe para que ajudem a projectar a imagem de Portugal.

 

"Contamos que ajudem a projectar a imagem de Portugal, a credibilidade de Portugal e para isso convém tentar obter o máximo de informação sobre como as coisas vão evoluindo no nosso País, porque nem sempre a imprensa internacional é generosa para com Portugal e aquilo que difunde algumas vezes não corresponde à realidade do País", disse.

 

Um pedido idêntico já tinha, aliás, sido feito pelo Presidente da República há pouco mais de dois anos, quando visitou a Califórnia, no âmbito de uma visita oficial que o levou também a Nova Iorque e a Washington.

 

Aos jovens residentes em São Francisco, Cavaco Silva deixou ainda uma nota do "orgulho" que Portugal sente por saber que as qualificações que trouxeram de Portugal são suficientes para competir como muitos outros "altamente qualificados", no "mercado competitivo de São Francisco".

 

"Isso é um orgulho para nós, saber que o nosso sistema de educação superior seja nos politécnicos ou nas universidades prepara os jovens para que eles possam vencer em qualquer parte do mundo", frisou.

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