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Cavaco Silva contra novos aumentos de impostos

O ex-primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva manifestou-se hoje, no Porto, contra novos aumentos de impostos, afirmando esperar que tal não venha a acontecer a bem da competitividade nacional, noticiou a Lusa.

Negócios negocios@negocios.pt 07 de Julho de 2005 às 16:48
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O ex-primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva manifestou-se hoje, no Porto, contra novos aumentos de impostos, afirmando esperar que tal não venha a acontecer a bem da competitividade nacional, noticiou a Lusa.

«Novos aumentos de impostos é provável que tenham um efeito recessivo sobre a nossa economia e ponham em causa a competitividade das nossas empresas no plano internacional», disse Cavaco Silva, à entrada para um almoço-conferência do Clube Via Norte, que decorreu à porta fechada no Hotel Sheraton.

«Não há espaço para novos aumentos de impostos», disse, «espero bem que não haja mais aumentos».

Considerando que há um acordo muito generalizado sobre a fase de dificuldade que o país atravessa e que é reconhecido por quase todos os economistas e agentes políticos, o ex-primeiro-ministro afirmou, no entanto, ter «dúvidas» quanto ao impacto que o aumento do IVA pode ter sobre a competitividade das empresas portuguesas.

Nesta sua deslocação ao Porto, Cavaco Silva disse que iria abordar durante o almoço "como é que os impostos influenciam a competitividade das economias", bem como dar a entender aos agentes políticos «como é importante que saibam o quadro económico internacional em que a economia portuguesa se movimenta».

«Hoje trago aqui a minha opinião sobre como é que os agentes políticos influenciam a situação económica e o que é que os agentes políticos devem saber de economia para influenciarem, de forma positiva, a situação económica», disse.

Cavaco Silva disse, no entanto, aceitar que «não houvesse outra alternativa [ao aumento do IVA] para conseguir a consolidação orçamental que é exigida pelas instâncias comunitárias».

Relativamente ao Plano de Investimentos anunciado esta semana pelo primeiro-ministro, José Sócrates, Cavaco escusou-se a revelar a sua posição, mas não deixou de colocar algumas reticências nos projectos considerados fundamentais para governo.

Apenas referiu que, enquanto professor, «gostaria de ler as análises de custo/benefício que certamente foram feitas para o percurso de TGV e para o aeroporto da Ota».

Na sua opinião, este só será o momento ideal para avançar com os projectos «se a soma dos benefícios sociais for maior que a dos custos sociais».

Contudo, concluiu, «normalmente, os governos não tomam decisões de utilização de recursos nacionais se não tiverem a mínima certeza ou uma probabilidade elevada que os benefícios excedem os custos que são suportados».

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