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Cavaco Silva: "Devemos valorizar o talento e criar condições para trazer de volta os que saíram a contragosto"

O Presidente da República esteve na sessão de encerramento do 11ª Encontro Nacional de Inovação da COTEC. No seu discurso, sustentou que "devemos valorizar o potencial do talento produzido em Portugal e criar condições para trazer de volta os que saíram a contragosto do País".

Pedro Elias
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2015 às 20:25
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Para Cavaco Silva, o país deve "valorizar o potencial do talento produzido em Portugal e criar condições para trazer de volta os que saíram a contragosto do País". Presente na sessão de encerramento do 11º Encontro Nacional de Inovação, onde foi apresentado o "estudo para o desenvolvimento do talento em Portugal", o Presidente da República defendeu que "este trabalho permite-nos compreender melhor quais os factores decisivos no processo de produção de talento nacional e como devemos melhorá-lo".

 

"Temos de reconhecer que a globalização das cadeias de produção das empresas e a internacionalização da produção científica são forças poderosas que estimulam a mobilidade dos profissionais em especial dos mais qualificados", acrescentou.

 

O Chefe de Estado sustentou ainda que "em Portugal identificamos uma insuficiente valorização quer do talento quer do potencial de desenvolvimento individual quer do contributo que este potencial pode representar para as organizações".

 

"Os jovens portugueses ambicionam muito justamente ter a possibilidade de afirmar, em Portugal ou no estrangeiro, as suas opções individuais e serem responsabilizados e reconhecidos por elas, alcançando por mérito próprio lugares de destaque e bem remunerados", acrescentou. Neste sentido, o Presidente assume que Portugal tem "agora uma maior consciência deste fenómeno, das suas consequências e do sentido de urgência da mudança deste estado de coisas".

 

Cavaco Silva assinalou ainda que em Portugal, o talento dos portugueses é mais valorizado quando bem sucedido no estrangeiro. "Aparentemente temos mais confiança nos outros do que nos nossos critérios. Esta é uma mentalidade que tem de ser ajustada à nova realidade global. Devemos assumir em todo o caso uma visão serena e realista do mundo global, recusando a ideia que a imigração representa uma perda irreversível. Devemos criar condições de atracção para todos, para os que desejam ficar e para os que estando no estrangeiro" queiram voltar.

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