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Cavaco Silva diz investimento português no Brasil foi um erro

Cavaco Silva disse hoje que a «ordem» dada em 1998 às empresas portuguesas para estas investirem no Brasil foi um erro e que hoje estas companhias querem sair do mercado sem grandes prejuízos. Para o antigo primeiro-ministro o Governo deve canalizar os ap

Rui A. S. Neves 14 de Novembro de 2003 às 19:55
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Cavaco Silva disse hoje que a «ordem» dada em 1998 às empresas portuguesas para investirem no Brasil foi um erro e que hoje estas companhias querem sair do mercado sem grandes prejuízos. Para o antigo primeiro-ministro o Governo deve canalizar os apoios públicos para a penetração em Espanha.

Cavaco Silva considera «que todos os apoios públicos às empresas devem ser canalizados para a penetração no mercado espanhol» e é contra a «ordem» que foi dada para as empresas entrarem no Brasil.

O repto lançado às empresas portuguesas para investirem no Brasil foi lançado pelo então primeiro ministro António Guterres há cinco anos atrás. «Foi um erro», disse Cavaco, na abertura do ano lectivo da Universidade Católica do Porto, salientando sobretudo «a ordem» dada às empresas públicas.

A Portugal Telecom, a Electricidade de Portugal e a Cimpor foram das empresas que realizaram os maiores investimentos no mercado brasileiro desde 1998.

«Como se sabe algumas delas estão agora a sonhar como sair de lá sem grandes prejuízos», disse Cavaco Silva.

«As nossas economias não são complementares e portanto os investimentos no Brasil não podem ser feitos para dar rentabilidades» dentro de 30 ou 40 anos, mas sim num prazo de cinco.

O ministro da Economia Carlos Tavares esteve esta semana no Brasil, onde estiveram presentes vários empresários portugueses, no II Congresso Empresarial Portugal Brasil.

Segundo o ICEP as empresas portuguesas já investiram 15 mil milhões de dólares no Brasil, e facturam neste mercado cerca de 6 mil milhões de dólares por ano.

Seis desafios para a economia portuguesa

Cavaco Silva, no mesmo local, deixou ainda seis desafios que Portugal tem de resolver para voltar a ter elevadas taxas de crescimento.

Os seis desafios são: Qualidade e exigência no ensino; Cumprimento das obrigações fiscais; Melhoria do funcionamento do sistema judicial; Transparência e eficiência da Administração Pública e melhoria dos bens e serviços prestados; Reforço da capacidade tecnológica e I&D das empresas e, por último, Combate ao desordenamento do território.

«Estes seis desafios serão fundamentais para voltar à trajectória de forte crescimento económico», disse o economista.

A economia portuguesa deverá apresentar uma contracção de até 1% este ano, com as previsões a apontarem para um crescimento modesto em 2004.

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