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Cavaco Silva: Portugal tem de "rapidamente" agarrar as "portas abertas" com visita

O Presidente da República, Cavaco Silva, afirmou hoje que Portugal tem de "agarrar rapidamente as portas abertas" pela sua visita à China, concluída hoje, e "a boa vontade" manifestada pelos líderes chineses para "reforçar a cooperação" luso-chinesa.

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Lusa 18 de Maio de 2014 às 14:32
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"Eu penso que, neste momento, em Portugal, há um certo reconhecimento de que o aprofundamento das relações com a China é importante para o nosso crescimento económico e para resolver alguns problemas como seja o desemprego", disse Cavaco Silva.

 

"Dada a dimensão deste país, conquistar uma quota de mercado, mesmo que seja de décimas, terá um grande impacto em Portugal", acrescentou.

 

Cavaco Silva falava no novo auditório do Consulado-Geral de Portugal em Macau, depois de ter feito o balanço da visita de uma semana à China.

 

Respondendo aos jornalistas, Cavaco Silva defendeu que, "se Portugal for capaz de dar seguimento" aos contactos proporcionados pela sua viagem, isso "será muito benéfico" para o país.

 

"Temos que, rapidamente, agarrar as portas que foram abertas, as manifestações de boa vontade que encontrámos a todos os níveis", disse.

 

O Presidente da Republica Cavaco advertiu, contudo, que cabe a Portugal tomar a iniciativa porque um "país desta dimensão espera que a outra parte se movimente, que não fique sentada na cadeira, à espera que as coisas cheguem de mão beijada".

 

Cavaco Silva defendeu a China como "prioridade estratégica do (nosso) relacionamento", salientando que a economia chinesa deverá continuar a crescer cerca de 7,5% ao ano.

 

Instado a comentar se abordou a demora na concessão de residência a portugueses que se pretendem fixar em Macau, Cavaco Silva disse ter ouvido sempre "rasgados elogios à comunidade portuguesa" ali radicada e ao seu "contributo" para o "desenvolvimento económico e social" da cidade.

 

Se "alguma dificuldade existe", então no âmbito das reuniões anuais da comissão mista Macau/Portugal será possível, "em diálogo e em negociação, ultrapassar essas dificuldades", acrescentou.

 

Questionado por uma jornalista chinesa, o Presidente da Republica disse estar em Macau "com enorme satisfação, mas sem qualquer nostalgia" e salientou que Portugal negociou com a China a transição de Macau "resolvendo um problema legado pela história e de uma forma que as duas partes ficaram satisfeitas".

 

"Agora constatamos o forte desenvolvimento de Macau, económico e social, e a estabilidade política, mas constatamos também, e parece-me que cada vez mais esse ponto se acentua, uma preocupação na preservação da herança histórica e cultural de Portugal", salientou.

 

A visita de Cavaco Silva, que termina hoje à noite (hora local) é a primeira de um chefe de Estado português à China desde 2005.

 

Além do ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, dois outros ministros acompanham Cavaco Silva (o dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, e da Economia, António Pires de Lima).

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