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Cavaco Silva quer país a olhar além do programa de ajustamento e do "presente possível"

O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu hoje que importa olhar "além do calendário do programa de ajustamento" e dos "ciclos políticos", para construir depois do "presente possível" um futuro de que o país se possa "orgulhar". Veja aqui o vídeo.

Lusa 17 de Fevereiro de 2012 às 11:21
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O Chefe de Estado falava em Cascais na abertura da conferência "Nascer em Portugal" sobre fecundidade e natalidade, a primeira iniciativa dos "roteiros do futuro" promovidos pela Presidência da República, onde chegou sem falar com a imprensa.

Depois de referir as "dificuldades por que passam Portugal e os portugueses no actual contexto de crise económica e financeira", Cavaco Silva defendeu que "importa" "olhar o futuro para além do calendário do programa de ajustamento e construir uma visão de mais longo prazo".

"Uma visão que vá para além dos ciclos políticos e partidários, uma visão que nos mobilize e nos una no fundamental. Se hoje vivemos o presente possível, não temos de pôr de lado o sonho de construirmos um futuro de que nos posamos orgulhar", defendeu.

Nesse sentido, o "principal objectivo dos roteiros do futuro" é "incentivar os portugueses a reflectirem" sobre o Portugal a "deixar às novas gerações", promovendo uma "reflexão prospectiva e multidisciplinar sobre os problemas da sociedade portuguesa".

"O propósito destes novos roteiros é o de ajudar quem decide e sensibilizar a opinião pública portuguesa para a urgência de olharmos em frente, para o longo prazo, e de construirmos, em conjunto, uma esperança fundamentada", afirmou, dizendo não estar preocupado em "inventariar soluções e anunciar medidas ou políticas".

Sobre a "baixíssima taxa de natalidade" portuguesa, Cavaco Silva lembrou já ter alertado para este problema alertou numa mensagem de Ano Novo, em 2008.

"Portugal, à semelhança de muitos países europeus, enfrenta um problema de sustentabilidade demográfica e, em torno dele, outros problemas emergem: a desertificação humana de vastas zonas do território, o declínio do nosso potencial produtivo, a continuidade do chamado Estado Social, a degradação do princípio da solidariedade entre gerações, enfim, o enfraquecimento dos laços fundamentais que conferem coesão à sociedade portuguesa", argumentou.

O Presidente afirmou que "o declínio tendencial da fecundidade não é um fenómeno exclusivamente português", sendo, "antes de mais, um problema europeu", sendo por isso importante a "a análise comparada" para "identificar os exemplos de boas práticas no domínio das políticas públicas".

O encontro hoje em Cascais reúne a "comunidade científica nacional" que tem reflectido sobre estas matérias e "alguns dos melhores investigadores europeus", afirmou Cavaco Silva que se dirigiu aos investigadores portugueses para que considerem a iniciativa como "o reconhecimento público pelo esforço que têm desenvolvido na pesquisa, análise e reflexão sobre esta temática".

O Presidente quis também deixar "uma palavra" aos "jovens investigadores" presentes, fazendo "votos" que a conferência "possa construir um estímulo para iniciarem ou darem sequência a uma carreira de investigação que se ocupe deste e de outros temas igualmente decisivos para o futuro de Portugal".

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