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CDS-PP: Coligação vai obter maioria que estabilidade no país exige

Nuno Melo, vice-presidente do CDS-PP, crê que a coligação com o PSD vai conseguir, nas próximas eleições legislativas, a 4 de Outubro, obter a maioria que a estabilidade no país exige.

Jorge Miguel Gonçalves/Sábado
Lusa 22 de Julho de 2015 às 22:58
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"É exactamente por isso que o PSD e o CDS celebraram uma coligação, depois de concluído com sucesso o ciclo de ajustamento, a pensar nessa mesma maioria, que acreditamos vamos obter, na estabilidade que o país precisa", afirmou à Lusa, assinalando que o Presidente da República mencionou o exemplo dos "países da Europa que governam com maiorias procurando a estabilidade".

 

Aníbal Cavaco Silva anunciou hoje que as próximas eleições legislativas serão a 4 de Outubro, um dia depois de ter ouvido os partidos com assento parlamentar, e considerou desejável que o próximo Governo disponha de apoio "maioritário e consistente" na Assembleia da República e seja "sólido, estável e duradouro", para prosseguir uma política que traga mais riqueza e mais justiça social.

 

Numa comunicação ao país, Cavaco Silva afirmou que cabe aos partidos a responsabilidade de negociar "uma solução governativa estável e credível" com apoio maioritário no parlamento, face à possibilidade de nenhum deles alcançar maioria.

 

O chefe de Estado apelou também a uma campanha eleitoral serena e com elevação, entendendo que, no momento que Portugal atravessa, é essencial preservar "pontes de diálogo" entre os partidos.

 

Sobre este ponto, Nuno Melo disse que, por uma "questão de princípio", o CDS-PP sempre participou nas campanhas com serenidade e elevação.

 

Quanto à data escolhida para as legislativas, o dirigente centrista lembrou que, apesar de não ser a preferencial dos três maiores partidos, "é boa".

 

Na terça-feira, PSD, PS e CDS-PP foram unânimes na preferência de 27 de Setembro para a realização das eleições legislativas. Contudo, nenhum dos três maiores partidos rejeitou a possibilidade de 4 de Outubro.

 

O BE também indicou 27 de Setembro e 4 de Outubro como as datas mais aconselháveis, enquanto o PCP e o Partido Ecologista Os Verdes foram os únicos a colocar de parte a hipótese de as eleições se realizarem ainda em Setembro, apontando Outubro como o mês mais indicado.

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