Zona Euro Centeno confirma De Guindos como sucessor de Constâncio e sublinha papel do BCE

Centeno confirma De Guindos como sucessor de Constâncio e sublinha papel do BCE

O presidente do Eurogrupo confirmou hoje, à entrada para a reunião de ministros das Finanças da Zona Euro, que o ministro espanhol Luis de Guindos sucederá a Vítor Constâncio na vice-presidência do BCE e sublinhou a importância desta instituição.
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Lusa 19 de fevereiro de 2018 às 15:02

"Hoje vamos tratar de substituir Vitor Constâncio na vice-presidência do Banco Central Europeu. Tínhamos dois candidatos, fiquei a saber há uns minutos que o candidato irlandês já não estará como candidato, o que nos deixa Luis de Guindos como o candidato a vice-presidente do BCE", declarou Mário Centeno.

 

O presidente do Eurogrupo, que não respondeu a questões dos jornalistas, limitou-se a acrescentar que "o BCE tem uma importância muito grande para a Europa, é responsável pela estabilidade financeira, ou seja, influencia a vida de todos os cidadãos europeus, e portanto é um momento muito importante para a Europa".

 

Pouco antes, o ministro das Finanças irlandês anunciara, à chegada à reunião do Eurogrupo, o abandono da candidatura  do governador do banco central irlandês, Philip Lane, à vice-presidência do BCE.

 

"Há algumas semanas nomeei Philip Lane para o cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu. Hoje, confirmo que não vamos apresentar esta candidatura na votação desta tarde", declarou o ministro irlandês, à chegada à reunião de ministros das Finanças da zona euro, o Eurogrupo.

 

O ministro Paschal Donohoe justificou a decisão com o facto de "dada a importância do cargo, ser importante a decisão ser tomada por consenso", evitando-se assim uma divisão na votação de hoje.

 

O ministro espanhol Luis de Guindos, que era apoiado por Portugal, deverá assim ser hoje nomeado pelo fórum de ministros das Finanças da zona euro, agora presidido por Mário Centeno, para suceder a Vítor Constâncio (que exercia o cargo desde Junho de 2010), e confirmado na terça-feira pelo Conselho de ministro das Finanças da UE (Ecofin).

 

Na semana passada, a comissão de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu, após audiências com ambos os candidatos, considerou o irlandês "mais convincente".




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