Zona Euro Centeno nota "bons progressos" na reforma do Mecanismo Europeu de Estabilidade

Centeno nota "bons progressos" na reforma do Mecanismo Europeu de Estabilidade

O presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, considera que a reunião de hoje do Eurogrupo, em Bruxelas, revelou "bons progressos" na reforma do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), no quadro do aprofundamento da União Económica e Monetária.
Centeno nota "bons progressos" na reforma do Mecanismo Europeu de Estabilidade
Lusa 12 de março de 2018 às 18:42

"Quanto à reforma do MEE, estamos a fazer bons progressos. Há um apoio alargado para reforçar o papel do MEE na gestão de crises no actual quadro institucional, evitando ao mesmo tempo duplicações com a Comissão Europeia", apontou, na conferência de imprensa no final da reunião do fórum de ministros da zona euro.

 

Centeno acrescentou que a troca de pontos de vista de hoje "também confirmou um apoio alargado para que pertença ao MEE o mecanismo de segurança de último recurso ("backstop") para o fundo único de resolução".

 

O presidente do Eurogrupo admitiu todavia que "o trabalho deve prosseguir em torno dos vários elementos da reforma do MEE" para estar a tempo da cimeira de Junho, para a qual estão previstas as grandes decisões sobre a conclusão da União Económica e Monetária (UEM).

 

O secretário de Estado das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, que representa Portugal nas reuniões do Eurogrupo desde que Centeno preside aos trabalhos, comentou igualmente que, entre as muitas temáticas no quadro do aprofundamento da UEM, que se encontram "em fase de maturação muito diferente", é possível observar "um progressivo avanço sobre aquilo que é o entendimento comum sobre a necessidade de um 'backstop' ao fundo único de resolução".

 

Em Dezembro passado, no roteiro que propôs para a conclusão da UEM, a Comissão Europeia sugeriu a criação de um Fundo Monetário Europeu (FME), "baseado no quadro jurídico da UE e assente na estrutura bem estabelecida do Mecanismo Europeu de Estabilidade", defendendo que esse novo FME "proporcionaria o mecanismo comum de apoio ao Fundo Único de Resolução e actuaria como mutuante de último recurso, com vista a facilitar a resolução ordenada de bancos em dificuldades".




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