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Certidões de óbito passam em Setembro do papel para registo na internet

A partir de Setembro, os médicos vão substituir o registo em papel das certidões de óbito por inscrições numa plataforma na Internet, permitindo um rápido e permanente acompanhamento dos óbitos e suas causas, disse hoje o director-geral da Saúde.

Lusa 27 de Fevereiro de 2012 às 00:22
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"A partir de Setembro, em lugar de modelo de papel, os médicos vão passar a preencher os certificados de óbito numa plataforma de Internet. Isto vai permitir acompanhar a evolução no plano quantitativo e das causas de morte com grande rigor e de uma forma permanente", afirmou à Lusa o director-geral da Saúde, Francisco George.

O sistema actual de certificação de óbitos em Portugal é antigo, contando com mais de um século de existência, e Francisco George reconhece que "não permite analisar de forma precisa" aqueles fenómenos.

O novo sistema é "muito inovador", segundo o director-geral, e já foi votado na Assembleia da República para entrar em vigor em Setembro deste ano.

"Agora temos estimativas, depois passaremos a ter o fenómeno acompanhado de forma permanente", frisou Francisco George, salientando que a mortalidade é um fenómeno com um comportamento cíclico e marcadamente sazonal.

O Boletim de Vigilância Epidemiológica referente à semana entre 13 e 19 de Fevereiro contabiliza três mil mortes em Portugal, mais mortalidade do que nas duas semanas anteriores quando o INSA já assumia que a mortalidade semanal estava a registar valores «acima do esperado».

O director-geral de Saúde explica que, tal como noutros países do hemisfério norte, em Portugal morre-se mais nos meses frios do que nos meses quentes. A média de mortalidade em Junho, que é de cerca de oito mil, é muito diferente da que se verifica em Janeiro, que pode ultrapassar os 14 mil.

"Há uma marcada influência da estação do ano no que respeita à distribuição de óbitos. Agora, o que se verificou é um excesso de mortalidade, identificado, mas num sistema baseado em estimativas", ressalvou.

Estas previsões mostram um excesso de mortes, em relação ao habitual, e que Francisco George admite que "seguramente" está relacionado com as semanas frias do ano, a partir da quarta ou quinta semana de Janeiro, quando é mais intensa a circulação de vírus respiratórios.

"Muito provavelmente não é o frio que mata, mas sim as infecções respiratórias, sobretudo gripe, em doentes de idade avançada não vacinados", concluiu.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou sábado que os dados revelados sobre o aumento da mortalidade em Portugal nas últimas semanas vão ser alvo de uma análise e salientou que o importante é que a situação foi detectada, está a ser acompanhada e vai ser alvo de uma análise, para que se descubram os motivos que originaram um pico anormal de mortalidade nas últimas semanas em Portugal.

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