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Certificados de aforro mudam no primeiro trimestre de 2007

A actual configuração dos certificados de aforro vai ser alterada no primeiro trimestre de 2007. O Governo encomendou ao Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP) um estudo sobre a reformulação da actual configuração destes produtos de poupança e as p

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 22 de Dezembro de 2006 às 07:00
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A actual configuração dos certificados de aforro vai ser alterada no primeiro trimestre de 2007. O Governo encomendou ao Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP) um estudo sobre a reformulação da actual configuração destes produtos de poupança e as primeiras conclusões deverão ser apresentadas durante o primeiro trimestre de 2007.

O secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Carlos Costa Pina, revelou ao Jornal de Negócios que o IGCP está a concluir um "trabalho de análise" sobre as alterações que irão ser feitas.

"Em função desta análise veremos que medidas poderão ser adoptadas, tendo em conta uma maior eficiência a nível da própria gestão do processo de certificados de aforro", disse, à margem da assinatura de um protocolo entre o Estado, a APB e a SIBS. O governante adiantou que no final do primeiro trimestre já haverá condições para avançar com medidas concretas, entre as quais, estão previstas alterações jurídicas.

Relativamente à taxa de retorno dos certificados, Costa Pina considerou que essa questão deve ser analisada "globalmente". "Não é adequado olhar para os certificados apenas da perspectiva da taxa e da rentabilidade que lhe está associada". Costa Pina defendeu numa entrevista ao "Diário de Notícias", em Novembro, que "ainda hoje os certificados continuam a proporcionar uma rentabilidade superior a outras aplicações, acima da inflação".

A subida das taxas de juro no último ano elevou a rentabilidade destes produtos de poupança. No mês de Dezembro a remuneração dos certificados de aforro era de 2,852%, o valor mais elevado dos últimos anos. Esta situação explica o forte aumento da procura de certificados de aforro, ao longo de 2006, por parte dos portugueses.

O Governo decidiu aumentar o limite máximo de emissão de certificados de aforro, dos anteriores 2.000 milhões para os actuais 2.500 milhões de euros, por prever que o limite inicialmente previsto seria ultrapassado até ao final do ano. Até Novembro já foram subscritos 1.995 milhões de euros em certificados, 28% acima do registado no ano passado.

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