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CGTP atribui descida da taxa de desemprego à sazonalidade

A CGTP atribuiu hoje a redução da taxa de desemprego em Portugal no segundo trimestre do ano à sazonalidade e rejeitou que esta queda altere "a tendência do desemprego" no país.

Lusa 07 de Agosto de 2013 às 17:37
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"Não há nenhuma evidência que altere a tendência do desemprego, pelo contrário. Isso [a descida] é normal em períodos de carácter sazonal do emprego. Relembro que em 2010 e 2011, anos em que o desemprego cresceu fortemente, quando se fez a comparação entre o primeiro e o segundo trimestre, houve uma descida", disse o membro da Comissão Executiva da central sindical Armando Farias, à Lusa.

 

A taxa de desemprego em Portugal foi de 16,4% no segundo trimestre, 1,3 pontos percentuais abaixo do trimestre anterior, mas mais 1,4 pontos percentuais do que no mesmo período de 2012, estimou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

Segundo os resultados do Inquérito ao Emprego do INE, de Abril a Junho a população desempregada foi de 886 mil pessoas, o que representa um aumento homólogo de 7,1% e uma diminuição trimestral de 7,0% (mais 59,1 mil e menos 66,2 mil pessoas, respectivamente).

 

Já a população empregada foi de 4,5 milhões de pessoas, o que traduz uma diminuição homóloga de 3,9% e um aumento trimestral de 1,6% (menos 182,6 mil e mais 72,4 mil pessoas, respectivamente).

 

De acordo com a análise do sindicalista, "em relação à taxa global de desemprego, se tivermos em conta os inactivos, os desencorajados e os trabalhadores que trabalham a tempo parcial, verificamos que cerca de 1.500 mil trabalhadores continuam desempregados".

 

Ou seja, destacou Armando Farias, "mais de 50% são desempregados de longa duração e relativamente aos jovens continua a haver uma tendência dos que imigram porque não encontram trabalho em Portugal".

 

Por um lado, "a taxa de activos diminuiu e, por outro lado, a taxa de desemprego jovem até aos 34 anos continua a aumentar. Se compararmos o mês homólogo de 2012 a taxa de desemprego jovem aumentou entre 2% e 3%", salientou.

 

Armando Farias destacou ainda a precariedade, uma vez que "mesmo em relação a algum emprego criado agora com carácter sazonal, mais de 90% são contratados de muito curta duração o que comprova o carácter sazonal".

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