Economia CGTP marca greve geral para 27 de Junho

CGTP marca greve geral para 27 de Junho

A CGTP marcou uma greve geral para 27 de Junho, que abrange o sector público e o privado, avançou o secretário-geral da intersindical, Arménio Carlos, em declarações aos jornalistas no final de uma reunião extraordinária do Conselho Nacional.
CGTP marca greve geral para 27 de Junho
Carla Pedro 31 de maio de 2013 às 18:00

O líder da CGTP, Arménio Carlos, espera que a greve geral, marcada para 27 de Junho, seja uma “grande greve”, “de todos e para todos”. “Esta greve geral não vai ser só de protesto, mas também de propostas”.

 

O responsável afirmou que "esta é uma greve geral de todos e para todos. Não é só para a administração pública. É para todos os trabalhadores, sem excepção”. Pela dignidade dos trabalhadores, sublinhou, “há 10 milhões de razões” para todo o País participar.

 

“Estamos aqui a afirmar que esta é uma greve geral pelo reforço da democracia e pela participação cívica de todos. Acreditamos que juntos vamos fazer uma grande greve geral”, disse o secretário-geral da CGTP.

 

Arménio Carlos criticou a “ofensiva contra todos os trabalhadores do Sector Empresarial do Estado”, dizendo que “está em marcha uma autorização legislativa em que o Governo pode promover uma redução dos rendimentos dos trabalhadores”. “Está em marcha também um ataque sem precedentes aos acordos de empresa”, reforçou.

 

O líder da CGTP referiu que a greve geral é também convocada para responder à ofensiva com que os trabalhadores são confrontados, por parte do PSD e do CDS, “que visa promover o maior despedimento colectivo até hoje feito em Portugal, reduzir salários e aumentar a contribuição para a ADSE (…), reduzindo assim o poder de compra”.

 

“Esta greve geral não vai ser só de protesto, mas também de proposta”, sublinhou, apontando o conjunto de medidas já anunciadas pela CGTP e que visam a “criação de mais e melhor emprego, o rompimento desta política e uma outra distribuição dos rendimentos”, bem como “a melhoria do poder de compra dos pensionistas reformados que tao maltratados e desrespeitados têm sido por este Governo”, exigindo-se também “mais e melhores serviços públicos”, aos quais todos possam aceder.

 

Cavaco quer salvar Governo, sindicatos querem salvar País

 

“Esta é uma greve geral de todos e para todos. Não é só para a administração pública. É para todos os trabalhadores, sem excepção”, salientou Arménio Carlos.

 

É uma greve “para mudar de política, para mudar de Governo e para promover eleições antecipadas, pois se o Presidente da República quer salvar o Governo, nós queremos salvar o País.” “Enquanto não resolvermos o problema do governo do PSD-CDS, nenhum dos grandes problemas serão resolvidos, portanto esta é uma questão que a todos diz respeito”.

 

Concentrações marcadas para as grandes cidades

 

Arménio Carlos disse ainda que a CGTP, através do seu conselho geral, decidiu também marcar, para o dia da greve geral, concentrações em todas as grandes cidades, nomeadamente capitais de distrito, para exigir a demissão do Governo, para exigir que se respeitem todos os cidadãos, incluindo os desempregados.

 

E o secretário-geral da CGTP acredita que mesmo com as dificuldades financeiras dos trabalhadores e famílias, vá registar-se uma grande participação. “Existem todas as razões para vermos esta greve geral não como mais uma, mas como uma greve para defender a dignidade e os direitos enquanto trabalhadores, para defendermos os direitos das novas gerações. Isto não é conversa de retórica, isto é a realidade que hoje se vive em Portugal.”

 

“É preciso parar esta política antes que ela ponha em causa o futuro dos portugueses. Não contem com a CGTP para falsos consensos”, sublinhou Arménio Carlos.

 

Esta é a quarta greve geral conjunta (convocada pelas duas centrais sindicais, CGTP e UGT). A primeira realizou-se em 1988, a segunda em 2010 e a terceira em 2011. Desde então, a CGTP realizou mais duas greves gerais, mas, nestes casos, não foi acompanhada pela UGT.

 
Decisão da UGT conhecida na segunda-feira

Entretanto, o Secretariado Nacional e o Conselho Geral da UGT já anunciaram que vão reunir-se extraordinariamente na próxima segunda-feira, 3 de Junho, para decidirem se a central sindical adere à greve geral.

 

“No actual quadro político e social, e com o anúncio de uma convergência para uma greve geral conjunta na administração pública, os dois órgãos sociais da UGT reúnem-se para analisar estas questões e deliberar outras formas de lutas a adoptar, nomeadamente o eventual alargamento a outros sectores em convergência com outras organizações sindicais”, refere a UGT em comunicado.

 

As conclusões das reuniões serão apresentadas, às 18H00, em conferência de imprensa, na sede da central sindical, em Lisboa.

(Notícia actualizada às 19h15)




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