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CGTP lamenta que UGT lance "gasolina para a fogueira" em véspera de reunião bilateral

O secretário-geral da CGTP lamentou hoje que a UGT esteja a "lançar gasolina para a fogueira", em vésperas de uma reunião que devia ser de "unidade na acção" contra as políticas do Governo.

Lusa 08 de Maio de 2013 às 14:31
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"Não me parece [adequado] que, para uma reunião que se vai realizar amanhã [quinta-feira], já se esteja a colocar determinados pressupostos que, na prática, é lançar gasolina para a fogueira", afirmou hoje Arménio Carlos à saída de uma audiência na comissão parlamentar de Segurança Social e Trabalho, onde a CGTP apresentou a petição - 'Em Defesa das Funções Sociais do Estado consagradas na Constituição da República'.

 

O líder da CGTP reagia desta forma ao novo secretário-geral da UGT, Carlos Silva, que, em declarações à Lusa, indicou que a reunião pedida à Intersindical para apresentação de cumprimentos da sua nova equipa devia ser uma "ocasião para trocar impressões sobre a actualidade e para apelar à unidade na acção, mas com respeito mútuo", numa referência aos apupos e assobios dirigidos na segunda-feira aos dirigentes da Federação Sindical da Administração Pública (FESAP, afecta à UGT), quando estes saíram do Ministério da Finanças.

 

"Creio que não é nisso que os portugueses e os trabalhadores estão a pensar que a reunião de amanhã [quinta-feira] possa resultar", disse Arménio Carlos. "A nossa opinião é outra".

 

"Respeitamos, como sempre respeitámos, a autonomia e independência de qualquer organização sindical. Defendemos a unidade na acção com todos os trabalhadores, independentemente das suas opções políticas, ou sindicais, a partir do local de trabalho, de problemas concretos, de posições comuns e da disponibilidade para as concretizar, acrescentou o líder da CGTP.

 

Arménio Carlos deseja que a reunião de quinta-feira na sede da CGTP seja uma oportunidade para, "mais do que discutir o passado ou procurar encontrar álibis para gerar uma polémica que não leva a lado nenhum", discutir questões concretas.

 

E essas, enumerou ainda o secretário-geral da CGTP, são a revisão da legislação laboral, a contratação colectiva, o aumento do salário mínimo nacional, as posições a assumir em relação aos cortes nas funções sociais do Estado, "contra os despedimentos na administração pública e contra a redução dos valores das reformas".

 

"Quais são as posições da UGT sobre isto?", questionou Arménio Carlos.

 

A CGTP, diz o seu líder, entende "não se deve aceitar este tipo de posições [do Governo]" e garante que tem "alternativas e propostas".

 

"Para cortar na despesa parasitária, para aumentar a receita do Estado pela via da taxação do capital. Estas são propostas objectivas", concretiza.

 

"Agora, não impomos as nossas propostas aos outros, mas também, já agora, se fazem o favor, não nos digam o que temos que fazer. Sabemos o que temos que fazer", rematou.

 

"O que precisamos, neste momento, mais do que entrarmos em 'fait divers', é de nos sentarmos, conversarmos e de ver se as palavras correspondem ou não ao desenvolvimento de atos. Pela nossa parte, quando dizemos uma coisa, estamos disponíveis e assumimos o compromisso para a concretizar. Os outros dirão, mas vamos [para a reunião de quinta-feira] com um espírito totalmente aberto", disse Arménio Carlos.

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