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Chefe da diplomacia alemã acredita que Setembro marca o ponto de viragem na crise

Guido Westerwelle acredita que a intervenção do BCE e a "luz verde" dada pelo Tribunal Constitucional alemão ao fundo de resgate europeu marcaram um ponto de viragem na crise da dívida europeia.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 18 de Setembro de 2012 às 15:20
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"É possível que no futuro, olhemos para Setembro de 2012 como o mês de viragem na crise da dívida europeia", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha durante uma conferência de imprensa em Berlim, citado pela Bloomberg.

Guido Westerwelle sublinhou que as decisões do BCE e do Tribunal Constitucional da Alemanha representam "uma luz ao fundo do túnel" mas não deixou, no entanto, de sublinhar que a Europa "ainda não superou a crise".

O chefe da diplomacia alemã referia-se à decisão do BCE de retomar as intervenções no mercado secundário de dívida pública de curto prazo. Mario Draghi confirmou a 6 de Setembro que o BCE intervirá no mercado secundário para garantir a "adequada transmissão dos mecanismos de política monetária", dentro do seu mandato de "garantir a estabilidade dos preços" e com "plena independência" face aos Governos do euro.

Sem surpresa, a reactivação do programa de compra de dívida foi aprovado por todos os membros do Conselho de Governadores, à excepção do presidente do Bundesbank, segundo o qual não cabe no mandato do BCE ajudar os Estados a financiarem-se.

Uma semana após a decisão do BCE, o Tribunal Constitucional Alemão (BVG) indeferiu as queixas apresentadas por vários grupos e personalidades contra a entrada em vigor do novo Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) e do Tratado Orçamental Europeu, alegando que ambos não ferem as atribuições do parlamento nacional e, nessa medida, a Constituição alemã.

A decisão favorável do BVG retirou o último obstáculo à entrada em vigor do MEE, mecanismo mais robusto do que o actual FEEF, que permitirá aos Estados do euro continuar a pedir emprestado nos mercados financeiros para ajudar os que já não o conseguem fazer por si, como é o caso de Grécia, Irlanda e Portugal.

A Alemanha é o principal contribuinte para o MEE, com garantias bancárias de capital que atingem cerca de 190 mil milhões de euros, quase um terço do total.
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