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Chefe da diplomacia alemã transmite "mensagem de encorajamento" ao Governo grego

"Quero dizer ao povo grego que podemos resolver juntos os problemas", afirmou hoje o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Guido Westerwelle.

Lusa 16 de Janeiro de 2012 às 01:11
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O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Guido Westerwelle, transmitiu hoje uma "mensagem de encorajamento" e de "respeito" ao Governo grego, após uma semana particularmente dura para Atenas e para a Zona Euro.

A agência de notação Standard & Poor's anunciou na sexta-feira o corte do 'rating' de nove dos países da Zona Euro, entre os quais a França, que perdeu a nota máxima, e Portugal, Espanha e Itália, que baixaram dois níveis.

Algumas horas antes, os credores privados, nomeadamente os bancos, suspenderam as negociações com Atenas quanto às modalidades de reestruturação da dívida do país.

"Quero dizer ao povo grego que podemos resolver juntos os problemas", afirmou hoje o ministro alemão, após um encontro com o seu homólogo grego.

"Quis transmitir-lhe uma mensagem de encorajamento, dizer que apoiamos a continuação das difíceis reformas", referiu Westerwelle, expressando ainda o seu "respeito" e "solidariedade" pelas reformas já implementadas "num período tão difícil".

Sobre o corte no 'rating' dos países da Zona Euro, o ministro alemão considerou "importante" a criação de agências de notação financeira "independentes" e "europeias".

Em relação à suspensão das negociações entre o Governo grego e os credores privados, Guido Westerwelle preferiu não comentar.

Durante a breve visita a Atenas, o chefe da diplomacia alemã também se encontrou com o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, e com o líder do partido Nova Democracia (direita), Antonis Samaras.

As declarações de Westerwelle vão ao encontro da posição hoje defendida pela chanceler Angela Merkel numa entrevista a uma rádio alemã.

Merkel insistiu hoje que a Grécia pode voltar ao crescimento económico se seguir um comportamento de austeridade.

Na entrevista, a líder alemã salientou que a redução da despesa "geralmente leva a que a economia não seja capaz de crescer tanto".

Angela Merkel referiu, no entanto, haver muitos exemplos de países onde foram aplicados programas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e "fortes fases de crescimento aconteceram depois de uma fase de recessão".

As reformas estruturais "nunca têm efeitos imediatos e necessitam de algum tempo antes de os seus efeitos serem sentidos e devem ser implementadas com veemência, claro", referiu.

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