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Seguro responde a pedido de Cavaco para mais diálogo entre partidos: “Chega de conversas”

António José Seguro admite estar farto de discussões interpartidárias “que não levam a coisa nenhuma”. “O que o País precisa é de soluções”.

34.º- António José Seguro 
Secretário-geral do Partido Socialista entra pela primeira vez na lista dos Poderosos.
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 05 de Novembro de 2013 às 17:43
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António José Seguro não concorda com Cavaco Silva e defende que não é necessário mais diálogo entre os partidos. “O que o País precisa é de soluções”.

 

“Estou farto – farto – de haver discussões que não levam a coisa nenhuma, de diálogos pelos diálogos”, disse o secretário-geral do Partido Socialista esta terça-feira, 5 de Novembro, quando questionado pelos jornalistas sobre o pedido de diálogo feito, no dia anterior, pelo Presidente da República.

 

“Os portugueses estão fartos de conversa”, disse Seguro, acrescentando que os partidos se devem pronunciar “sobre coisas concretas”.

 

Para António José Seguro, “o local onde os partidos dialogam” é o Parlamento. “O governo que fale menos e que apresente propostas”, disse, adiantando que é o Executivo liderado por Passos Coelho que não aceita as propostas do maior partido da oposição.


“Olhe para o IVA na restauração. Quem é que não quer fazer consenso sobre esta matéria? É o governo. E o salário mínimo nacional, importante para dinamizar a nossa economia? A OIT veio entregar um documento que aponta para a sua subida, os parceiros sociais e as confederações estão de acordo. Qual é a única entidade que não está de acordo? É o Governo”, criticou António José Seguro.


Esta foi a reacção de José Seguro à sugestão ontem feita por Cavaco Silva para um maior diálogo interpartidário. “Por que é que, em Portugal, é tão difícil os partidos dialogarem uns com os outros e encontrarem entendimentos para o médio prazo?”, questionou Cavaco Silva.

 

“Surpreende-me que Portugal seja uma excepção. Chegam-me notícias de diálogo frutuoso entre partidos [noutros países]”, disse o Presidente da República, em Tomar, para depois deixar um recado: “Os partidos em Portugal têm de se habituar a trabalhar em conjunto, de forma a resolver os problemas”. 

 

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