Angola Cheyenne "back on track" mete Angola no bolso da frente

Cheyenne "back on track" mete Angola no bolso da frente

A Cheyenne está de regresso, agora pelas mãos de um economista que comprou a marca de uma empresa falida, já a exportar para vários europeus e para Angola, onde abriu a primeira de uma rede de 10 a criar em três anos.
Cheyenne "back on track" mete Angola no bolso da frente
Paulo Duarte/Negócios
Rui Neves 30 de maio de 2013 às 00:01

A Cheyenne, uma das mais emblemáticas marcas da indústria portuguesa de "jeanswear", viu a sua fabricante ir à falência em 2010. Insolvente há já vários anos, a Facontrofa ainda beneficiou de um último "balão de oxigénio" em Setembro de 2009, quando o IAPMEI injectou na empresa mais 750 mil euros, num total de quase dois milhões de euros, elevando a sua posição accionista para cerca de 40%. Mas o dinheiro acabou por ser integralmente utilizado na amortização de passivo bancário.

A insolvência da Facontrofa, da Trofa, acabaria por ser decretada passados sete meses, a 4 de Maio. Dois dias depois, o gestor judicial fechou a fábrica e as 25 lojas da Cheyenne. Sem activos relevantes e com dívidas a rondar os 30 milhões de euros, os credores acabariam por aprovar a liquidação da empresa em Julho de 2010.

A Facontrofa morreu, mas a Cheyenne ficou apenas em coma. No ano seguinte, Nuno Santos, um jovem economista que fundou em 2005 a Iodo Jeans, adquiriu a patente da marca Cheyenne com o objectivo de relançar uma das marcas nacionais com maior expressão nos anos 90. "O nosso projecto tem uma estratégia definida: ‘Cheyenne back on track’ [de volta aos carris]", sintetizou o empresário ao Negócios.

"A nossa estratégia passa claramente pela internacionalização da marca. Estamos já em Espanha, França, Lituânia e na Rússia, em breve chegaremos à Alemanha e aos países do Benelux, para além do projecto Angola, que claramente se revela uma aposta ganha", afiançou Nuno Santos. É neste mercado africano que a Cheyenne aposta para fazer explodir as vendas.

Em Março, abriu em Luanda a primeira loja própria da marca. "E prevemos abrir mais duas em Angola ainda este ano, num projecto de criação de uma rede de 10 unidades neste mercado nos próximos três anos", revelou o empresário. As vendas ao exterior ainda só pesam 20% do total da marca.

E no mercado interno? "Não descuramos o nosso mercado ‘mãe’, pois Portugal e os consumidores têm um carinho e reconhecimento pela Cheyenne", enfatizou Santos. A marca tem três lojas próprias em território nacional (no Mar Shopping, em Matosinhos, no Lago Discount, em Famalicão, e em Balasar, na Póvoa de Varzim), e tem "alguns contactos de ‘franchising’ e de lojas dedicadas" para alargar a rede.

O grupo de Nuno Santos, que está sediado em Barcelos e emprega 30 pessoas, subcontrata toda a sua produção em empresas vizinhas, do Vale do Ave. Para além dos mercados externos da Cheyenne, a Iodo Jeans também exporta para Inglaterra, Áustria e Dinamarca. No ano passado, as exportações representaram cerca de 60% de uma facturação de três milhões de euros.

 
O momento

"Mais que uma marca... um estilo de vida." Foi com esta assinatura que a Cheyenne abriu, no dia 9 de Março passado, em Luanda, a sua primeira loja própria em Angola. Uma estreia internacional neste novo ciclo de vida de uma marca que tinha entrado em coma após a falência da Facontrofa, em 2010. O empresário Nuno Santos aposta em Angola para impulsionar as vendas da Cheyenne. Ainda este ano deverá abrir mais duas lojas no país, prevendo chegar à dezena de unidades nos próximos três anos.




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