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China acusa Trump de “extorsão e intimidação”

A China tem gerido a guerra comercial com diplomacia. Mas a última tomada de posição, feita através de um jornal, foi de duras críticas a Donald Trump, colocando o presidente dos EUA no patamar de arruaceiro. Pequim garante estar preparado para uma “guerra prolongada”.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 06 de Agosto de 2018 às 08:33
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O editorial do Global Times, jornal controlado pelo Partido Comunista, salienta que Donald Trump está a implementar o "seu estilo de lutador de rua" num "drama de extorsão e intimidação". A mesma publicação considera que o desejo do presidente dos EUA de que outros países implementem as mesmas medidas não passa de um "pensamento desejoso" e que o resultado da guerra comercial perpetrada pela administração Trump está a ser de um empate a zero, de acordo com a imprensa internacional.

 

"Governar um país não é o mesmo que fazer negócios", salientou o editorial, que defende que a postura assumida por Donald Trump tem prejudicado a credibilidade dos EUA.

 

A China está preparada para uma "guerra prolongada", adianta o jornal. "Considerando as exigências despropositadas dos EUA, uma guerra comercial é um acto com o intuito de esmagar a soberana económica da China, tentando obrigar a China a ser um vassalo económico dos EUA."

 

A guerra comercial entre os EUA e a China tem aumentado de tom, com troca de ameaças e imposições de tarifas sobre bens importados. A última ameaça, feita pela administração Trump, aponta para que  as tarifas, já anunciadas, sobre 200 mil milhões de importações chinesas sejam sujeitas a uma taxa de 25% em vez dos 10% inicialmente avançados. O que levou já a uma resposta de Pequim, que avançou com uma lista de bens cujas importações estão avaliadas em 60 mil milhões de dólares como resposta caso os EUA decidam avançar com o aumento das tarifas.

 

Há um mês a administração norte-americana somou mais tarifas a 34 mil milhões de dólares de bens chineses e, nos próximos dias, devem chegar ao terreno tarifas para bens avaliados em 16 mil milhões de euros.

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