Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

China espera que Europa "traduza palavras em actos"

A China quer que os líderes europeus tomem medidas para resolver a crise da dívida soberana e espera que se mantenha a abertura comercial entre as duas regiões, de que o velho continente e o país têm beneficiado.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 19 de Outubro de 2011 às 13:22
Quem o disse foi a porta do voz do ministério dos Negócios Estrangeiros, Jiang Yu, ao responder a jornalistas que a questionaram sobre o corte de "rating" da Moody’s à dívida espanhola.

A responsável quer que a Europa e a China mantenham os seus mercados abertos, disse em conferência de imprensa que deu em Pequim citada pela Bloomberg.

A China apoia os esforços de "consolidação orçamental" e espera que os líderes europeus "traduzam as suas palavras em actos tão rápido quanto possível".

Estas declarações surgem depois de o ministro-adjunto das Finanças chinês, Zhu Guangyao, ter dito numa reunião do G20 em Paris que "apoia a estabilidade na Europa e que mantém uma atitude aberta em relação a todas as discussões" acerca de aumentar o financiamento à Europa.

Declarações de apoio que o professor de Economia da Universidade de Nova Iorque, Nouriel Roubini, classificou como "conversa fiada". O economista que previu a crise financeira de 2008 acredita que a economia China vai passar por um período de dificuldades.

A perspectiva de uma "aterragem suave" é uma "missão impossível", disse o economista conhecido pelas previsões sobre a bolha imobiliária e a crise financeira da década passada, argumentando que o sobre-investimento "sempre" conduziu aterragens forçadas, explicou ontem.

Ver comentários
Saber mais China Europa Negócios Estrangeiros ministério Governo Rating dívida
Outras Notícias
Publicidade
C•Studio