Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

China pede à Europa e EUA que tomem medidas para acalmar os mercados

Primeiro-ministro chinês falou hoje pela primeira vez desde que os Estados Unidos perderam o "rating" máximo. Wen Jiabao pede que os países "relevantes" que implementem "políticas monetárias responsáveis" e tomem medidas para baixarem os seus défices.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 09 de Agosto de 2011 às 16:12
A China apelou hoje para que os países trabalhem em conjunto para estabilizarem a turbulência que se vive nos mercados financeiros.

“Instamos os países relevantes a adoptarem políticas orçamentais e monetárias para baixarem os seus défices orçamentais e gerirem de forma apropriada a crise da dívida, de modo a assegurar a estabilidade dos mercados financeiros e manter a confiança dos investidores”, disse Wen Jiabao após um conselho de ministros do governo chinês.

Na primeira declaração pública que faz desde que a S&P cortou o “rating” dos EUA de AAA para AA+, o primeiro-ministro chinês deixa assim um claro recado aos Estados Unidos e à Europa, apelando a que estes tomem medidas para estabilizarem as suas contas públicas e assim estancarem a quebra das bolsas.

Jiabao nunca cita os dois blocos económicos, mas o seu discurso deixa claro que se está a referir aos Estados Unidos e à Europa, que estão no centro da crise de dívida que está a conduzir as bolsas para a maior quebra desde 2008.

Ainda assim, o primeiro-ministro chinês pede também uma acção global. “A comunidade global deve melhorar a comunicação e coordenação das suas políticas macro-económicas, com vista a atingir um sustentável, estável e equilibrado crescimento da economia global”, afirmou o primeiro-ministro, citado pela Reuters.

Ao contrário do que se verifica na Europa e Estados Unidos, a política monetária da China está centrada no combate à inflação. No discurso de hoje Jiabao não se referiu à inflação, prometendo apenas “fazer o melhor para travar o crescimento dos preços”.
Ver comentários
Saber mais China Europa EUA dívida crise Wen Jiabao
Outras Notícias
Publicidade
C•Studio