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China rejeita recomendações do FMI para flexibilização da moeda

O banco central chinês rejeitou a promessa que o seu governo fez ao Fundo Monetário Internacional (FMI) de flexibilizar a moeda chinesa, o yuan, considerando o pedido "exagerado".

Negócios com Lusa 16 de Abril de 2007 às 15:54
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O banco central chinês rejeitou a promessa que o seu governo fez ao Fundo Monetário Internacional (FMI) de flexibilizar a moeda chinesa, o yuan, considerando o pedido "exagerado".

Hu Xiaolian, vice-governadora do Banco Popular da China desvalorizou as exigências do FMI, sobre a flexibilização do mecanismo cambial do yuan, e sublinhou que o papel da divisa chinesa nos desequilíbrios económicos mundiais não deveria ser exagerado, noticia o diário oficial "China Daily" citado pela Lusa.

Em comunicado, a entidade bancária afirmou que se deve dar maior atenção ao crescente proteccionismo para preservar a saúde económica do planeta.

Estas declarações tiveram lugar durante a reunião bienal do FMI com Banco Mundial (BM), onde se reuniram altos cargos das duas instituições e dos países membros.

Segundo Rodrigo Rato, director geral do FMI, a China comprometeu-se a aumentar gradualmente a flexibilidade da sua moeda, tendo em conta não só o dólar, e com especial atenção para o euro.

No entanto, Hu Xiaolian considerou o conselho do FMI desapropriado, afirmando que "o Fundo [Monetário Internacional] devia respeitar os interesses principais dos seus países membros e os fundamentos económicos reais" e que "um conselho parcial pode danificar o papel que o FMI desempenha na salvaguarda da estabilidade global, económica e financeira".

Em Julho de 2005 a China desvinculou a sua moeda do dólar, vinculando depois o yuan a uma série de divisas, que permitiram uma valorização de 2,1 por cento. Desde então, a moeda chinesa ficou cerca de 5% mais cara em relação ao dólar.

Apesar disto, os EUA continuaram a acusar Pequim de manter o yuan artificialmente barato para funcionar como estímulo à exportação, criando assim um défice comercial nos Estados Unidos.

O governo Chinês comprometeu-se a flexibilizar gradualmente a sua moeda, rejeitando mudanças radicais que pudessem gerar impactos negativos na sua economia e na economia global consequentemente.

A vice-governadora do Banco Central Chinês recomendou ao FMI o reforço da vigilância sobre os países que usam a sua moeda como principal ferramenta nas reservas monetárias de outros países, nomeadamente ao dólar, que acusou de criar desequilíbrios globais devido às baixas percentagens de aforro e défice comercial.

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