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Chirac e FMI pressionam BCE para reduzir juros

O presidente francês Jacques Chirac e o Fundo Monetário Internacional lideraram os apelos para uma redução da taxa de juro na Zona Euro, aumentando a pressão política sobre o BCE, dois dias antes de este reunir para uma decisão.

Negócios negocios@negocios.pt 03 de Junho de 2003 às 14:00
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O presidente francês Jacques Chirac e o Fundo Monetário Internacional (FMI) lideraram os apelos para uma redução do custo do dinheiro na Zona Euro, aumentando a pressão política sobre o BCE, dois dias antes de este reunir para uma decisão de política monetária. O presidente francês Jacques Chirac e o Fundo Monetário Internacional (FMI) lideraram os apelos para uma redução do custo do dinheiro na Zona Euro, aumentando a pressão política sobre o Banco Central Europeu (BCE), dois dia antes de esta instituição financeira reunir para uma decisão de política monetária.

«Estamos numa situação em que as taxas de juro estão muito positivas e podem ainda melhorar», afirmou hoje Jacques Chirac depois de uma reunião do Grupo dos oito líderes das maiores economias ocidentais, que decorre actualmente em Evian, na Suíça.

Os comentários do presidente francês fizeram eco das afirmações antecedentes do primeiro-ministro Sílvio Berlusconi, que este fim-de-semana defendeu que o corte das taxas de juro do BCE, actualmente em 2,5%, é necessário depois de a economia da Zona Euro ter estagnado no primeiro trimestre deste ano.

O BCE tem «margem considerável» para baixar as taxas de juro para ajudar à retoma económica, defendeu igualmente hoje o FMI.

A taxa anual de inflação caiu para 1,9% em Maio nos 12 Estados da EU que adoptaram o euro, caindo de 2,1% em Abril, sendo esta a primeira vez em 11 meses que caiu abaixo do limite do BCE.

A taxa de inflação irá cair abaixo de 1,5% no próximo ano e a pressão dos preços irá «manter-se baixa por algum tempo», afirmou o FMI. A «inflação não é um problema na Zona Euro», afirmou hoje primeiro-ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, num encontro com a imprensa.

Isso deverá dar espaço ao BCE para dar «passos acertados», acrescentou.

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